A era da pós-verdade: Verdade de quem, gringo?

Pós-verdade uma ova, esta é a era do despertar para quem não engole mais as velhas farsas e dissimulações, nem está disposta a aguentar a ultra-mentira descarada que tenta se impor no lugar. WOKE, véio, WOKE, porque é tempo de despertar!

Eles não tiram o salto nem quando os seus modelos não funcionam mais: Não é a verdade que foi engolida, é suas mentiras que ficaram ultrapassadas, e foram subsistidas por uma forma de manipulação mais agressiva, autoritária e despudorada.

Eles escolhem a palavra pós-verdade para não terem que admitir sua participação como erro e engano no que está acontecendo. Eu escolho outra palavra (do seu dicionário mesmos):

Woke (Desperta) — Usada originalmente por afro-americanos para se referir a ficar alerta para injustiças sociais, especialmente racismo.”

Porque não há mais tempo, (nem espaço) para suas de verdades hipócritas, nem para as mentiras descaradas dos seus “inimigos”, pertenço a uma nova geração e que já vive em uma era muito da diferente da de todos vocês…

Acordem, e saim das torres de marfim, venham ver o o mundo de verdade aqui fora, pois já está passando da hora:

É TEMPO DE DESPERTAR

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Sai dessa vida, meu velho…

WOKE, WOKE, porque nem mais gado tá querendo viver (e morrer) como gado:

Acorda… “porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata, mas com gente é diferente…”

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Prepare o seu coração prás coisas que eu vou contar
Eu venho lá do sertão, eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar
Aprendi a dizer não, ver a morte sem chorar
E a morte, o destino, tudo, a morte e o destino, tudo
Estava fora do lugar, eu vivo prá consertar

Na boiada já fui boi, mas um dia me montei
Não por um motivo meu, ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse, porém por necessidade
Do dono de uma boiada cujo vaqueiro morreu

Boiadeiro muito tempo, laço firme e braço forte
Muito gado, muita gente, pela vida segurei
Seguia como num sonho, e boiadeiro era um rei
Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo
E nos sonhos que fui sonhando, as visões se clareando
As visões se clareando, até que um dia acordei

Então não pude seguir valente em lugar tenente
E dono de gado e gente, porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata, mas com gente é diferente
Se você não concordar não posso me desculpar
Não canto prá enganar, vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado, vou cantar noutro lugar

Na boiada já fui boi, boiadeiro já fui rei
Não por mim nem por ninguém, que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse, por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu querer ir mais longe do que eu

Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo
E já que um dia montei agora sou cavaleiro
Laço firme e braço forte num reino que não tem rei — Geraldo Vandré

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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