A Economia Compartilhada muito além do Uber (parte 6)

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Caras-Pálidas

O Uber enquanto tecnologia da informação é um problema muito além do alcance das canetada e porretes dos monopólios da violência, mas enquanto propriedades intelectual mas um capitulo da sua historia. Um problema criado por gente com capacidade de preconceber e difundir suas visões de mundo com inteligência e desinteligência, forças invulneráveis a brutalidade estatal e ou sua fúria cega regulativa e normatizante, força preconceptoras que corrompem não meramente a materialidade, mas pervertem auto destrutivamente a própria liberdade criativas e produtiva, a força geradora que como tudo também necessita para existir.

Uma economia compartilhada não nascerá com o protecionismo aos taxistas contra Uber. Mas também não nascerá com o protecionismo dos carros o absoluto direito de ir e vir, nem o subsidio as montadoras e automóveis com a socialização dos seus custos com as estradas de rodagem a toda a população via estado. Uma nova economia livre jamais nascerá do protecionismo porque só haverá economia verdadeiramente compartilhada quando o transito de pessoas e informações não estiver nem intermediado por atravessadores nem espionado por estados policiais e megacorporações criminosas.

É preciso entender que a mera redução dos custos de produção não fará sozinha a revolução, não libertará as pessoas da opressão estatal. A chamada economia compartilhada significará mais liberdade para muita gente, mas não para todos, não para quem mais precisa e não liberdade plena para ninguém. Porque ainda poderá não haja mais necessidade mais do dogma do trabalho forçado pela necessidade ou reservas de mercado, haverá ainda a propriedades estato-privadas contra as naturais com menor necessidade de privação de liberdades básicas para se sustentar mas com mais nunca antes vista de controle e assimetria de informação-desinformação para se perpetuar como desigualdade de poder.

Aonde quero chegar com tudo isso? Ao obvio que continua a ser tergiversado. Onde o trabalho não é mais necessário para reproduzir o capital, as populações carecem de uma renda básica poderão até recebe-la mas não na qualidade de seu direito natural a vida e a natureza mas como concessão de quem detém o poder político-econômico e claro condicionada a obediências as regras impostas pelos controladores do sistema. A informação poderá até circular livremente, mas as propriedades sobre tudo o que é natural o monopólio violento sore o bem comum e vital serão mantidos enquanto não houver uma revolução geracional no sistema. Isto é enquanto as novas gerações não adquirirem autonomia e programar os códigos que guiarão seu destino.

A geração que executa o que foi programado para sua vida por seus antepassados pode não ser uma máquina, mas pertence a uma, pode não estar ainda morta em vida, mas não se pertence, não é livre. Quem não é capaz de colocar uma incógnita em sua própria existência, buscar suas origens preconceptoras e segui-las ou contrariá-las de acordo como sua livre vontade e capacidade de proprioconcepção pode até ser racional, mas não é inteligente. Pode computar, mas não tem capacidade de auto-significar, nem co-significar nem a si nem ao mundo, não existe, nem coexiste, apenas participa, faz é parte de um todo, mas não é um nexo constituinte da rede da vida. Está desligado de si e da sua própria alma.

Quanto mais distópico e cientificamente fictício for nosso futuro, mais completa será a renegação da natureza, da terra, do ar, da aguá, da luz e dos fruto da terra como coisas que não se produzem sem intervenção corporativa. E pela renegação da natureza de mito a fato, da mentira que água não cai do céu, nada nasce de graça da terra, para a desastre ecológico da falta de água, comida e até ar ou energia limpa, pela destruição da natureza em todos seu sentidos se manterá a segregação discriminação dos povos e pessoas perante os cultos ao poder e suas ordens supremacistas.

Não tenho dúvidas que a tecnologia e conhecimento podem ser instrumento de libertação da humanidade, mas para isso terão que ser como subvertidas por subversivos, terão que ser revolucionada por revolucionários, terão que ser pirateadas por piratas e não Jobs, Gates, Zuckerberg da vida e outras farsas e farsantes do capitalismo da informação. Não. Presos ao arcabouço deles, das velhas posses estato-privadas a acumulação dos seus signos de poder e valor preconcebidos, sem a restituição dos direitos naturais e tecnologias sobretudo sociais destinadas a não menos do que garanti-los, não vamos chegar a nenhuma utopia, não vamos chegar a lugar nenhum.

Uma verdadeira economia compartilhada poderá gerar aplicativos ainda mais livres e concorrentes que Uber. Mas para isso não adianta fugir do principio libertária fundamental e natural e lógico:

A cultura monopolista da violência é autodestrutiva e seus aparelhos nos levarão a extinção.

Ou abolimos e nos associamos para nos proteger de todos monopólios da violência, ou garantimos para todos liberdades fundamentais como meios vitais e ambientais, ou estabelecemos de direito de a igualdade e equilíbrio de poderes e direitos sobre o banes naturais e comuns ou mais uma vez nossas criatividade será estatizada e privatizada contra a própria humanidade e a liberdade de concepção que a desenvolveu.

Novas Economias não terão poderão até superar a atual fase do capitalismo, ou vir a constituir de fato um novo sistema socieconômico, mas para poder susperar o paradigma do poder centralizador para constituir novas sociedades pós estatais ou estados libertários terão que observar a :

· Ecologia: a preservação da natureza como propriedade comum não para ser apropriada por coletivos ou indivíduos, mas para ser acessada e usufruída por todos seres vivos que dela necessitam para sua vida e preservação do seu ecossistema.

· Renda Básica: do rendimento das propriedades natural se necessário complementado por sistemas voluntários de proteção social precisam ser garantidos não apenas os meios vitais in natura, mas os dividendos sociais necessários não meramente a subsistência mas a:

1. convivência pacifica;

2. produção livre;

3. participação democrática.

· Democracia direta: implementada não apenas por tecnologia de telecomunicação que permitam a tomada de decisão coletiva em tempo real, mas sobretudo a liberdade irrestrita de associação e fluxo de capitais (garantidos minimamente por renda básica) para constituir suas sociedades de paz e negociar politicamente umas com as outras seus interesses sobre o bem comum.

Em outras palavras, a economia compartilhada é retorica sem a desintermediação dos contratos sociais. Não há economia compartilhada sem desintermediação politica. A Economia compartilhada demanda não apenas novas formas de relação de trabalho e serviços com o consumo, mas novos status de propriedade e produção igualmente desprovidos de protecionismo estatal tanto no plano intelectual quanto material sobretudo natural, não só por uma questão de justiça e isonomia, mas de adequação e reequilíbrio dos sistemas sociais a ordem natural.

Sinto muito, não importa se reduzimos o custo da produção a zero, ou se amanhã descobrirmos fontes de energia inesgotável sem uma revolução do paradigma atual da propriedade continuaremos a caminhar ainda mais rápido para o mesmo caminho muda. Pode parecer exagero, ou só talvez você nunca tenha tentado olhar para o mundo da perceptiva nativa. Pegue uma moto serra e dê a um índio e ele te dirá: agora posso fazer o trabalho de um dia em uma hora. Entregue a um branco: ele cortará em uma hora todas as árvores que antes se levava um dia inteiro para cortar. E ainda vai chamar o índio de vagabundo.

Sejamos sinceros, as máquinas nunca foram o problema e nunca serão o fator determinante da solução. Ao menos não para nós quem não fazemos parte do sistema.

Governe-se.

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