A caixa de Pandora dos Tributos e o Fim do Estadismo

E os novos paradigmas ecológicos e libertários contra o velho Estado Padrinho

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Nem um nem outro meu caro, finalmente estamos saindo dessa lama, e enfiando a mão fundo nesta latrina que vai muito além dessa boca de fumo de beira de estrada que é a política.

Se você acha a propina que esses parasitas e lacaios que ocupam cargos públicos recebem preparem-se para se indignar com o principal que eles mandam para seus patrões.

E esse rombo, é como o da OI, JBS, as X´s do Eike é só a ponta de um Iceberg que vem afundando o Brasil há séculos. Perto da gente por trás desse capital, Cunha, Lula, Dilma, Sarney e companhia não passam de capangas. E não estou me referindo ou diretor e empresas laranjas da matéria supra-citada mas dos verdadeiros donos dessas “sociedade anônimas”.

Essas empresas e diretores são apenas uma pequena fração de tantas outras que vivem do que é roubado do cidadão,e que começa a ser finalmente contabilizado e exposto.

Não nego que teremos consequências colaterais terríveis para tratar por causa dessa hipertrofia do poder de policia, mas se forem mesmo a fundo nessa questão, se eles tiverem coragem de ir atrás desses peixes grandes que detém quase a totalidade desse trilhão duplamente roubado primeiro pelo Estado depois pelas corporações, isso vai ser uma revolução maior que qualquer monarquinha gritando por independência ou morte.

Podem falar o que quiserem, eu afirmo com todos as letras que esse dinheiro é roubado, e por um evidencia ridiculamente obvia: nenhuma dessas pessoas nem sua corporações seria capaz de produzir sequer uma ínfima fração desse capital, quanto mais sua totalidade. Nem se eles ficassem amarrados por um tempo infinito a esse piano eles seriam os donos dessa sinfonia. Não é só uma questão de tempo ou capacidade, mas é preciso uma força e energia que eles não possuem, ou melhor até possuem, mas não é propriamente deles.

Ora é mais do que obvio que nenhum empresa ou particular é capaz de produzir mais riqueza que um povo inteiro, livre ou não não consegue. Ou melhor seria dizer que só ele teria sido capaz de ter conseguido produzir, mas não levou? A não ser que eles tenham aprendido a transmutação alquímica da matéria, essa equação requer uma quantidade física de trabalho que é impossível de produzir sem o roubo da força e propriedades dos próprios povos que abrigam essas corporações em seu territórios.

Como a grande maioria de todos os gigantes e campeões corporativos do Brasil e do mundo, a produção da sua riqueza descomunal não é só uma farsa, mas uma fraude, reiterada como roubo de propriedades e direitos naturais e depois exploração dessa mão de obra privada dos seus meios vitais.

Temos a evidencia inclusive de um crime que não foi cometido, mas que não para um só dia de ser repetido. Pois eles não só não conseguiriam acumular tamanho patrimônio sem a expropriação, como jamais conseguiriam sequer manter tanto capital sem o subsídio estatal financeiro, jurídico e sobretudo trabalhista (leia-se escravagista) para socializar o custo insustentável dessa desigualdade. “Socializar custos”, tradução: obrigar o roubado a continuar pagando as contas que o ladrão faz e usando e usufruindo o produto do seu roubo, as sua posses!

Já de antemão me retrato publicamente com com cada fundo bilionário que prove historicamente que seu império não foi erguido da guerra, escravidão ou sem nenhum subsídio do administrador mor delas, o Estado. Gostaria mesmo de saber que tem coragem de investigar a árvore genealógica do seu capital sem medo de encontrar um antepassado, ou a si mesmo mais diretamente envolvido em algum crime grave conta a humanidade, desses que são devidamente cobertos ou acobertamento pelas leis da época dos seus estados nacionais. Afinal de contas um dia escravidão clássica e o trabalho infantil outrora não foram crimes, mas parte de um negocio e comercio “legítimo”de proprietários honestos, ao menos aos olhos da lei.

Contudo não tenho problemas em fazer isso. Me retrato de antemão com cada pessoa de posses que se sinta ofendido e injustiçado com o que estou dizendo, mas sinto muito, meu amigo, se você não contribui seu patrimônio assim ou se trabalhando para gente assim, você é o desvio padrão. Essa não é uma a pessoas em particular, não é uma caça as bruxas, mas uma autocritica. Porque o que estou dizendo é mesmo sem ser burguês nem supremacista, mesmo sem estar no topo dessa pirâmide, quem pode ser tão hipócrita ao ponto de dizer que já não tem nenhuma responsabilidade social, ou que está completamente marginalizado ou aparte da sociedade?

Eu não posso. Essa sociedade não me pertence e eu não pertenço a ela. Estou bem longe dos mais beneficiados e protegidos pelo sistema, mas também estou entre os mais privados pela pilhagem que sustenta nosso sistema. Não vivo tão distante e alienado da realidade para ignorar a dívida social e humanitária, nem sou tão marginalizado ao ponto do que tenho a contribuir já não é nada perto do que tenho a receber.

Um aparte: Renda Básica

Sou realistas a vontade solidária pode ser a mesma, mas cada vez mais é menos. Mas ainda sim ainda tenho alguma coisa para dar. 40 reais para 17 pessoas. Quatinga Velho hoje, se resume a isso, esse é o limite das nossas posses particulares. Mas o que isso tem a ver com os impostos? Tudo.

Acompanhe meus cálculos toscos,mesmos. Com esses 1 trilhão aplicados a juros de 1 por cento a fora a inflação, teríamos hoje um rendimento mensal de algo em torno de 10 bilhões. Ponha uma renda básica de 50 reais não apenas para facilitar a conta, mas para deixar um nada mais digna. Agora aplique o modelo do Basic Income Startup. Teríamos a capacidade com esse capital de pagar uma renda básica em definitivo para 200 milhões de brasileiros recebendo uma renda básica.

Considerando que dentro dos nossos 200 milhões, muitos ganham mais de 500 reais per capita por mês. E que a contribuição sugerida é de 10 por cento dos ganhos, teríamos um abatimento razoável desses custos mensais. Seja porque o que eles contribuem é maior do que recebem de renda. Seja então porque desistindo de receber colocamos o que seria destinado a renda dessas pessoas no Fundo Garantidor da Renda Básica.

Para encurtar a história se por exemplo metade, não quisesse renunciar a participar do sistema só para não ter que contribuir para o pagamento de uma renda tão modesta como 50 reais, diga-se de passagem um direito delas. Teríamos então um Fundo Garantidor com recursos para bancar a renda básica já com 600 bilhões em 10 anos e isso sem contar com o rendimento da aplicação desse capital no período. Não precisaríamos nem de 20 anos para emancipar toda a população! Ou algo assim, a diferença tão brutal desses valores, não me anima a fazer nenhuma conta.

E detalhe esse recurso necessário a esse pagamento não é feito através de tributos, mas do investimento de um Fundo Nacional para o Desenvolvimento que mantém seu patrimônio e ainda por cima forma um outro fundo exclusivo para a Renda.

Pois é meu amigo. Dinheiro, faz dinheiro, é fácil que o diga a Goldman Sachs, difícil é distribuí-lo, ou melhor recuperá-lo.

Logo o mais importante do que contribuições voluntárias ou compulsórias de pé-rapados. É preciso recuperar os nosso patrimônio usurpados e com o o rendimento do seu investimento pagar o principal da renda básica.

https://www.generosity.com/community-fundraising/basic-income-startup--2

Mas voltando ao assunto…

GodFather

É por isso que os mais bilionários mais “ricos” se tornam facilmente da noite para o dia, os mais devedores do mundo e sem decair da sua posição ou reparar os danos causados voltam a mesma condição num piscar de olhos. Todos esses devedores constroem tanto a sua riqueza quanto a sua divida não só com o subsidio jurídico indireto das reservas de mercado e monopólio estatal, mas descaradamente com “empréstimos” de pai para filho do Estado, muito deles flagrantemente fraudulentos. É portanto pela exatamente pela mesma razão que não encontram nem concorrência que os derrube nem falta mão de obra barata e dinheiro público farto para cobrir e encobrir suas contabilidades furadas e empreendimentos falidos. Todo esse dinheiro é tirado de um mesmo colchão: o das das propriedades e do trabalho dos nascidos expropriados e obrigados a se venderem pela privação do bem comum.

Em suma, traduzindo o que estou dizendo, muito provavelmente o que eles devem ao Fisco é produto de um roubo criminoso da riqueza social e publica efetuada com o suporte e aval do próprio aparelho estatal, inclusive através de operações supostamente legais, daquelas que não são crime por que todo governo prática. Tipo estupro na India, ou crime de honra no Paquistão, roubo desde que subsidiado pelo Estado assim com a violência é para as sociedades ocidentais que se julgam o supra-sumo das civilizações perfeitamente normal e aceitável.

Veja que não é a leitinho das crianças deles, nem a propriedade dos burocratas que está sendo roubada com esses de fraude e sonegação de impostos, mas o bem comum que foi expropriado de uma nação. E que como qualquer produto de roubo, conforme vai passando o tempo, e sendo negociado com o prejuízo de tantas outras pessoas de boa-fé, vai se tornando cada vez mais difícil de ser reavido pelo proprietário original sem perdas quase totais.

Tome por exemplo o caso das empresas de telecomunicações, que na sociedade da informação estão virando os novos bancos, inclusive no desprezo que prestam ao consumidor. A Oi. Eles se financiam com o dinheiro que não é deles. Prestam um serviço porco. E ainda põem no pau que não paga. Eles são exatamente os meliantes protegidos por essa Estado mafioso que estou descrevendo. Veja bem, não estou falando de uma mafia dentro do Estado, mas de um Estado organizado exatamente como a mafia. Um Estado que além de monopolizar serviços mal feitos, os terceiriza para serem explorados sem nenhuma qualidade ou competitividade num capitalismo de compadrio, onde empresários e empresas protegidos pelo Estado Godfather sobrevivem basicamente da reserva de mercado, dos subsídios ameaças legais feitas através do grande padrinho e suas proposta irrecusáveis para uma população presa no território da sua famiglia. Hoje nem vergonha eles tem mais de expor os laços de gene desses grupos. Se dúvida, faça você a arvore genealógica do capital e a cruze com a politica. Você ficará surpreso, ao ver o que as dinastias Bush e Clinton não são as únicas e que elas não estão restritas a política.

Alias a palavra subsídios é um só um eufemismo para um crime de expropriação primitiva via monopólio da violência estatal, este que é reiterado pelos impostos. O que externalizamos nestes custos seja através do financiamento, das dívidas, são esses lucros e dividas impossíveis e insustentáveis. Esta é a historia do melhor dos negócios desde que inventaram o roubo, a guerra e os monopólio deles como o estadismo. É uma guerra tributaria de todos estados contra todos estados e deles juntos contra todos os povos expropriados que são obrigados a sustentar todos eles e de tempos em tempos a se matar mutuamente para manter todo o sistema nacional e internacional da sua servidão politica e econômica. Dinheiro neste caso funciona só como ração ou suborno ou balinha para continuarmos a serrar nossas próprias pernas.

Odebrecht é um bandido e sua empresa uma organização criminosa. Mas justiça seja feita ele tem razão, ele não é o único. Nem eles são poucos. Nem nasceram ontem, ou são só brasileiros. Essas é uma cultura não só mundial e mas histórica.

Não estou querendo dizer com isso que não devemos por exemplo parar as obrigações internacionais contraídas por nosso Estado-Nação, por conta das dividas históricas ou porque nosso governos e os deles são criminosos, temos não só que pagar todas nossas obrigações com as pessoas de outras nações como restituir todos que foram fraudadas pelo conluio de nossas empresas e governo , dentro ou fora de nosso território. Mas dito isso que é o correto. Agora levantemos a cabeça e olhemos para os outros de igual para igual. Aplique o mesmo principio, a mesma justiça para todas as corporações internacional que atuam no Brasil. Não faça pressuposições ideológicas , apenas abra a investigação da origem de sua capital, e vantagens. E verifique-se por acaso elas não estariam assentadas nas mesmos privilégios e até fraude do nosso Estado mesmo. Isto feito faça a contabilidade e verifique se esses fundos e empresas teriam mais a receber ou pagar por toda a pilhagem e aquisição corrupta e destrutiva de propriedades e riquezas nacionais. Aposto que eles não só tem mais a pagar, com o que pilharam e pilham dá para ressarcir todos os cidadãos enganados do nosso e de outros países que investiram suas economias nesse golpe internacional que eles tentam vender como se fosse livre mercado e capitalismo, mas que deveria ser chamado pelo nome próprio crime.

Imaginem o que uma auditoria sobre todas as corporações atuantes no Brasil renderia de fundos a serem restituídos? E na Africa então? Se 1 trilhão já dá para começar a pagar uma renda básica modesta imagine o que seria possível pagar se tudo o que foi roubado fosse recuperado?

Quanta propina, quanto crimes de Estado não forma cometidos para financiar nossa própria expropriação e exploração por essas corporações há seculos. Quantas concessões e privatizações não precisam ser desfeitas, quantos fundos de capitais mais velhos que a nossa independência não teriam dividas a pagar e crimes a compensar? Quantas fundos de capital do mundo que se cosntituíram na base do financiamento de guerras e colonizações genocídios de escravidão de povos nativos não estão ainda praticando seu eugenismo disfarçado de capitalismo na sua perseguição de lucros? Quantas empresas empresas do mundo não sustentam seus lucros absurdos na base da escravidão por dividas dos próprios mercados consumidores expropriados? Quantas pessoas ainda serão assassinadas por esse grande esquema de pirâmide para que simplesmente saímos dele?

Não se engane o que diferencia o racismo e capitalismo de um brasil e a china dos da EUA e Europa é que nosso “capitalismo” é subdesenvolvido, isto é, ainda o restringimos apenas contra as parcelas marginalizadas dos povos presos no nosso território. Países desenvolvidos são grandes burgueses, sabem que a chave da supremacia está na divisão do trabalho inclusive a internacional- mais um eufemismo para o mesmo velho colonialismo e imperialismo de sempre.

È por isso que redistribuição de renda com imposto de renda não é só mais do entre tantas proposta tímida e ingenua, é uma proposta de preto-da-casa. Nenhum imposto jamais tocará na propriedade roubada, pelo contrário, dará ainda mais subsídios ao sistema para aumentar a margem dos seus roubos, aumentando o controle e proteção dos verdadeiros senhores das terras e territórios. Ou alguém acha que os bilionários do mundo se fariam sem a forcinha que a Oi teve?

O recurso que falta para cobrir a renda básica não esta nos rendimentos no vizinho. Mas nas nossas propriedades roubadas, no patrimônio naturais e pilhado por esse esquema estatal e concedido como benesse as corporações privadas.

Digo mais: a distribuição de renda na verdade nem precisa de contribuições compulsórias. Dado que é sistema de proteção mutua complementar e que aumenta a competitividade das sociedades mais inteligentes e solidárias. Não pode nem deve ser forçado. Até porque os insolidários não só tem o direito de não contribuir com ninguém, mas de por seleção natural se excluir e extinguir como um Midas com toda sua riqueza.

Não é necessária sequer a coerção das empresas e desses capitais para que eles paguem o que devem ou restituam o que roubaram, nem impedimento para que continuem atuando. Tudo que nos Basta e que precisamos é liberdade econômica de fato para boicotá-las e abrir serviços concorrentes que satisfaçam nossa demanda: ou seja zero intervenção do Estado em favor dessas corporações.

Temos que possuir acesso ao nosso capital e rendimento.

Não podemos ter leis que criem impedimentos (mesmo disfarçados) para montar negócios independentes com a associação desses capitais.

E o mais importante: não podemos ser obrigados a bancar o Estado e consequentemente o subsidio a essas empresas e partidos políticos bandidos que vivem dentro dele. E não só com impostos, mas sobretudo através do monopólio da moeda. Não podemos ser obrigados a comprar e vender com eles, a financiar criminosos e impotentes apenas por que eles nos obrigam a usar seus meios de troca (as moedas) centralizados.

O principio inviolável da consensualidade conduz inevitavelmente a um nova forma de negocio e propriedade sustentável e de paz. Explico.

Ecolibertarismo

Uma propriedade não tem apenas valor positivo, elas podem adquirir valor negativo mediante o boicote. Se consideramos que ninguém pode ser obrigado a se relacionar forçadamente com ninguém, nem a reconhecer valores que não acredita ou não quer, qualquer pessoa tem o direito não apenas ao boicote de um negocio tem o direito de boicotar negócios e moedas bem como fazer seus próprios negócios e utilizar seus próprios valores. Desde que não seguindo mesmo principio libertário de paz não tente o imponha violentamente contra os direitos e liberdades dos demais.

Só a dois tipos de posse a de paz e a violenta. É perfeitamente possível manter posses excludentes gigantes de terras ou capital pacificamente, mas para tanto o a relação de custo-beneficio gerado por essa exclusão dos demais, deve ser superior aquele que esses indivíduos teriam participando particular ou coletivamente dessa propriedade, de tal modo que eles não apenas dão o consentimento a essa apropriação fazendo-a assim pacífica, mas tendo literalmente interesses sobre ela, podem até mesmo passar a contribuir voluntariamente para que o outro assim a possua!

Em locais onde as propriedades são abundantes não é nem preciso manter essa posse socialmente produtiva, já que o risco e custos inerentes aos conflitos são bem maiores do que a apropriação de outra livre. Mas em ambientes não artificialmente rarificados, mas naturalmente escassos o custo dessa posse exclusiva socialmente improdutiva ou melhor sem nenhum interesse social tende ao insustentável, dado que para manter o valor positivo dessa posse mesmo usando de meios violentos pode se tornar simplesmente impossível a medida que a privação dela vai se tornando a própria diferença da sobrevivência dos demais seres vivos desse ecosistema social e natural.

Em sociedade plenamente livre e pacificas nem sequer se atinge esse extremo antes da propriedade perder seu valor. A liberdade absoluta de boicote e livre negociação e concorrência obrigam a torna-la produtiva, solidaria e competitiva antes que ela se extinga ou extinga a própria sociedade.

Porém nas sociedades baseadas em prerrogativas de violência, seja um grileiro um banco ou um uma empresa de telecomunicação nenhum empresa consegue manter posses tão descomunais, serviços tão ruim e contribuir tão pouco para toda a sociedade sem recorrer ao estado. Não é possível manter uma posse tão antissocial sem ela estar subsidiada e protegida por uma força violenta que não só seja capaz de impedir o uso e a ocupação pacífica das demais pessoas, mas que as impeça de se associar e abrir livre concorrência contra ela e sua protetora, negociando com suas próprias moedas e valores seu trabalho.

Simplesmente não é possível deter e manter um ocupação contra-natural sem manter um estado de permanente violência e violação de direitos fundamentais de todas as outras formas de vida, seja uma família de sem-terra seja uma floresta se recompondo, ou até especies selvagens buscando desesperadamente alimento.

Simplesmente não é possível manter uma propriedade artificial subsidiada pelo monopólio da violência sem destruir o equilíbrio do ecossistema social e ambiental. O risco de extinção dos demais seres privado das suas necessidades vitais não apenas representa risco a reprodução do sistema socio-econômico que mantém essas proprietários, mas muito antes disso o próprio meio ambiente, porque eles não são apenas recursos, mas parte de uma natureza pelo simples fato de estarem vivos.

A reificação dos seres por si já destrói a natureza, mas toda forma de exclusão que altere o direito de acesso e participação do bem comum, isto é que subtraia as condições necessárias a realização natural de outras forma de vida já fere a evolução e sustentação da diversidade em todos os sentidos.

É por isso que mais tributos mesmo que seja sobre os mais ricos não adianta, porque o que é propriedade de outrem- seja ela só dele (particular), ou dele e de todo mundo (comum)- não pode ser tomada por nenhum tipo de violência legalizada ou não sem esse risco ecossistêmico.

O que precisa ser restituído é justamente a propriedades que por direito natural pode ser tanto legitimamente defendida quanto pacificamente possuídas e não aqueles que por supremacia da força se estabeleceram ou se mantem a revelia das ordem necessária da vida e liberdade.

O papel dos estados de direitos legítimos é proteger a ordem natural e necessária e não viola por prerrogativa de autoridade, isto é, o dever do contrato social não é inventar direitos ou necessidades, mas garantira as naturais e universais. Direitos que não se realizam no etéreo ou virtual, mas na materializam de fato em propriedades fundamentais e invioláveis como a posse do corpo, ou dos meios necessários para sustentar a vida.

Ora nenhuma posse pode ser tomada com violência, não porque a posse em si seja sagrada, mas porque nenhuma tomada ou mesmo restituição de posse justifica a violencia contra aquelas outras propriedades naturais, as quais uma pessoa não tem como renunciar sem colocar em risco sua vida ou liberdade.

Isso já indica a noção e compatibilidade destas propriedades ecolibertária com os títulos de posse estato-privados que temos hoje. Ela é perfeitamente compatível com toda posse privada ou coletiva exclusiva, desde que essa exclusão não represente violência ou risco de privação aos excluídos permanentemente dessa posse ou até mesmo temporariamente.

Seguindo esse principio podemos conduzir o regramento de todos os espaços coisas baseado nas relações consensuais dos seres. O que é de todos para ser usado por qualquer um? O que todos devem usar juntos mas não pode ser exclusivamente de ninguém? O que pode ser tomado por qualquer um como só seu? O que não pode ser tomado por ninguém, mas defendido por todos como de ninguém? Observando a ordem das necessidade vitais, e não produzindo impedimento de apropriação a quem não a fira a de absolutamente ninguém, temos as respostas caso a caso. Se há um limite de tempo, de quantidade de pessoas que podem ser inclusas ou excluídas, se pode ser apropriada particularmente, coletivamente para ser usufruída ou se até mesmo a propriedade em questão deve ser objeto de preservação. Isto é, não sendo de direito de posse nem usufruto de ninguém mas sim do dever social de proteção de todos.

Notem que portanto esse estado de paz fundado num ecossistema libertário demanda a abolição não só de toda prerrogativa de violência ou autoridade sobre a liberdade do corpo e pensamento, identidade ou valores exclusivos dos outros, mas demanda a abolição de qualquer prerrogativa de posse exclusiva mas sobre os meios ambiante, os bens comuns sem consentimento dos demais que participam dele. Tendo todas as divergências sobre interesses comuns que ser resolvidas por livre negociação, e todas relações e comunhões sociais e pessoas serem regidas pela consensualidade.

Qualquer violência flagrada portanto continua sendo passível de ser reprimida continuado a ser um direito de defesa de quem sobre a agressão desde que seja com reação proporcional, quanto um dever de intercessão em favor do violentado por parte de toda a sociedade para acabar com essa agressão.

Continua a ser um estado de paz fundada mas libertário. Produzido portanto por uma nova abordagem desintermediada do contrato social, onde a emancipação e empoderamento de cada pessoa é proporcional ao exercício voluntário de sua responsabilidade social em favor da paz pela igualdade de liberdades fundamentais e não como privilégios ou prerrogativas desiguais de autoridade sobre o bem comum. Um estado de direito que não flutua no no abstrato, mas se concretiza na sociedades de proteção e defesa mutua dessas propriedades de paz, tanto como nossas terras e territórios como as redes de que efetuam conceptual e tecnologicamente a nossa conexão e comunhão social e humanitária. Um estado cujas fronteiras são a da abrangência da solidariedade e abertura dos demais e não mais da obtusidade dos muros e trincheiras.

É isso o que entendo e proponho como futuro para o que conhecemos hoje por Estados-Nacionais e seus monopólios violentos. Estado de Direito Ecolibertários, com valores e propriedades de paz fundados na voluntariedade, mutualidade e reciprocidade.

Estamos muito longe disso?

Não tenho a menor dúvida. Mas é por isso mesmo que precismos jamais nos perder do ideal. Parafraseando o lema dos ecologistas e ongueiros: do pense global aja local poderia ate dizer que devemos penar no futuro e agir no presente. Mas de forma ainda mais idealista, prefiro dizer: lute pela materialização dos ideais agora, mas não se esqueçã que não é pelo agora nem pelo material que se luta, mas pelo por vir que por definição habita eternamente o transcendente.

Já de antemão me retrato publicamente com com cada fundo bilionário que prove historicamente que seu império não foi erguido da guerra, escravidão ou sem nenhum subsídio do administrador mor delas, o Estado. Gostaria mesmo de saber que tem coragem de investigar a árvore genealógica do seu capital sem medo de encontrar um antepassado, ou a si mesmo mais diretamente envolvido em algum crime grave conta a humanidade, desses que são devidamente cobertos ou acobertamento pelas leis da época dos seus estados nacionais. Afinal de contas um dia escravidão clássica e o trabalho infantil outrora não foram crimes, mas parte de um negocio e comercio “legítimo”de proprietários honestos, ao menos aos olhos da lei.

Contudo não tenho problemas em fazer isso. Me retrato de antemão com cada pessoa de posses que se sinta ofendido e injustiçado com o que estou dizendo, mas sinto muito, meu amigo, se você não contribui seu patrimônio assim ou se trabalhando para gente assim, você é o desvio padrão. Essa não é uma a pessos em particular, não é uma caça as bruxas, mas uma autocritica. Porque o que estou dizendo é mesmo sem ser burguês nem supremacista, mesmo sem estar no topo dessa pirâmide, quem pode ser tão hipócrita ao ponto de dizer que já não tem nenhuma responsabilidade social, ou que está completamente marginalizado ou aparte da sociedade?

Eu não posso. Essa sociedade não me pertence e eu não pertenço a ela. Estou bem longe dos mais beneficiados e protegidos pelo sistema, mas não estou entre aqueles os mais privados excluídos e marginalizados pela pilhagem que sustenta nosso sistema a ponto dívida social para com descentes dos seus antepassados está zerada.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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