A Baleia Azul não é um jogo

E a depressão não explica como e porque ele funciona

Antes de mais nada devemos estar atentos para o fato o que sabemos até a agora sobre esse “jogo” é muito recente e ainda carece de investigações sobre os fatos que cercam essas ocorrências. Descobrir quem está por trás destes “jogo” é peça fundamental para entender o que realmente se quer como ele. “Hackers russos” é vago demais para inferir qualquer coisa sobretudo o que mais interessa: quais são as motivações das pessoas por trás disto.

Contudo há uma outra metade desse absurdo que se considerarmos os dados levantados até agora como razoavelmente confiáveis já podemos começar a entender o que está acontecendo. Ou mais precisamente como está acontecendo: como um simples jogo consegue levar ao que parece até agora só adolescentes a praticar atos contra sua si mesmos, outras pessoas e até enfim atentar contra sua própria vida?

Bem tomando o que se reporta sobre como verídico, a resposta é que o jogo da baleia azul não é estruturado como um jogo e sim como processo similar tanto aos utilizados tanto em cultos e seitas quanto o utilizado prisões políticas para efetuar a conversão ideologia no primeiro caso dos frequentadores do segundo dos prisioneiros. Não se pode inferir com isso que os organizadores do jogo pertençam a uma seita ou outrora tenham pertencido, nem que tenham trabalhado ou trabalhem com para ou com quaisquer instituição que domine essas técnicas psicológicas. Mas com certeza se pode inferir que eles conhecem e dominam a aplicação destas técnicas de uma forma não meramente instintiva.

Isso ajuda muito pouco na identificação dos criminosos, porque da mesma forma que eu, outros tantos leigos hoje tem acesso a uma vasta literatura que estuda não só casos históricos similares, mas experimentos psicológicos inclusive antiéticos aplicados em seres humanos que visavam desenvolver esse conhecimento, conduzidos por governos e universidades. Alguns experimentos inclusive antigos, com mais de 50 anos mas que só se tornaram públicos mais recentemente. Se por ventura estivesse a ser conduzido ainda dentro desse universo que corresponde ao período da guerra fria por essas mesmas agencias o jogo da Baleia Azul se chamaria Projeto Baleia Azul, ou experimento Baleia Azul. E se enquadraria no campo de testes e desenvolvimento da guerra psicológica.

Mas não estamos mais na guerra fria e tentar levantar hipóteses as quais não temos meios para checar nos leva apenas a teorias conspiratórias que literalmente não levam a lugar nenhum. Então,o que interessa (e é perfeitamente possível entender com a informação que nos é acessível) através dessa literatura é entender:

  1. Como os controladores conseguem comandar suas vítimas através do jogo
  2. porque adolescentes

3. E como se processa exatamente esse controle essencialmente psicológico

E o que talvez seja o mais importante o quanto desse processo revela da fragilidade das nossas mentes e vulnerabilidade daquilo das consciência.

Para começar se por um instante descer do pedestal a nossa condição humana para conseguir olhar do ponto de vista estratégico do alienador nossa mente humana, veremos que de longe a maior vulnerabilidade da nossa consciência é a incapacidade justamente de reconhecer a extensão da fragilidade fisiológica e psica da natureza das nossas mentes.

O fenômeno da livre da vontade que caracteriza o ser pensante é tão delicado e suscetível a interferência e controle externos que há filósofos e cientistas que não acreditam que exista tal fenômeno: não acredita que sejamos dotados da capacidade de tomar decisões verdadeiramente autônomas. Defendem que nossa autonomia é uma ilusão mental, que apenas acreditamos que escolhemos entre n possibilidades percebidas quando na verdade o que não percebemos é a predisposições que governam qual será a nossa tomadas de decisão em cada circunstância.

Não precisamos nem podemos entrar nesse questão se queremos chegar a uma resposta ao tema desse artigo. Cabe-nos saber que há entendimentos filosóficos e científicos que embasam estudos do pensamento e comportamento humano que trabalham com pressupostos de um predeterminismo onde o que se questiona não é a possibilidade de controle da vontade e mente humana por elementos externos, incluso outras mentes humanas, mas a existência de qualquer vontade e mente humana que não o mero produto de uma ordem maior e anterior de causas e consequências.

Para efeitos práticos não nos interessa saber a livre vontade é uma ilusão ou não, interessa a fragilidade dela perante o universo de possibilidades de integração ou desintegração da mente, seja elas químicas, emocionais, externas ou internas, resultados de traumas ou da simples vivencia, explicáveis ou nem tanto, a falta de reconhecimento dessa universo ao mesmo tempo tão complexo e frágil em sua forma e substância quanto um cristal. Uma fragilidade que torna maior a vulnerabilidade da mente quanto essa superestima a força da sua vontade e o poder da sua racionalidade. Ou em outras palavras quando mais um individuo é criado para acreditar e acredita na ilusão de que seus desejos e tomadas de decisões são governados exclusivamente por elementos da sua razão e sensibilidade, mais vulnerável ele é para se tornar governo por razões e estímulos sensíveis alheios e sem que ele sequer se de conta disso. Externos ou já internalizados está vulnerabilidade já estão presente culturalmente não como um comando como se a pessoa tivesse passado por uma lavagem cerebral, mas sim como uma predisposição para ser comandado. Uma cultura que é tomada como condição natural dele e por todos que passam pelo mesmo processo de condicionamento.

Comportamentos ou mais precisamente predisposições comportamentais se configuram através de eventos emocionalmente marcantes. De tal modo que homem ou animal grava em sua memoria determinado comportamento correlacionado com determinada sensação procurando assim evita-lo por temor ou buscando reproduzi-lo por desejo. O condicionamento consiste basicamente em reproduzir o comportamento desejado alterando alguma variável, seja adicionamdo uma que não tem relação de causa e efeito com evento, mas que passa a ser identificada com ele, ou até mesmo produzindo as causas que geram os comportamentos esperados, experiências traumâticas ou de altamente inebriantes de prazer são por exemplo são a forma mais simples e primitiva e antigas de condicionar comportamentos de medo e desejo no ser.

Notem portanto que quando aqui uso o termo condicionamento não o faço da forma exótica e extravagante como geralmente me aproprio dos termos, estou usando esse termo caro a psicologia comportamental no sentido relativamente próximo ao técnico que ela tem nesse campo de estudo. Isto é de domesticação e adestramento humano ou animal. Mas não só por eles. Por uns intuitivamente (por outros já nem tanto) esses procedimentos tem sido empregados pelo homem ao longo da história para controlar e moldar o comportamento do homem desde de criança muito antes da psicologia “descobrir” sistematizar esses métodos e processos em animais e humanos.

Muitos antes dos piscólogos em universidades ou agencias governamentais, experimentar e essas técnicas em animais e humanos elas vem sido empregadas e são bem dominadas por muitas culturas e sociedades e instituições. Não apenas por cultos religiosos ou estatais ou até mesmo a “propaganda” num sentido bem amplo empresarial, mas as próprias sociedades. Essa “técnicas” estão presentes e são replicadas automaticamente tanto em costumes quanto naquilo que chamamos educação. Seja a formal seja a pessoal. Embora seja importante ressalta que sendo a formação do pensamento e comportamento um complexo integrado por todas esses processos, suas divisões se constituem muito mais como parte desse processo de condicionamento comportamental do que da formação do pensamento e comportamento como capacitação para o pensar e agir — especialmente fora desse arcabouços.

Essas técnicas ou procedimentos estão presentes em todas as fases da nossa vida. Mas elas são rigorosamente mais marcantes na infância e adolescência, por uma razão obvia: elas não estão tão condicionadas, e o mais importante ao contrário do que essa pensamento reducionista pressupõe ninguém nasce predisposto ao condicionamento. Porque sim a mente e é frágil, e pode ser facilmente quebrada, mas isso não quer dizer que ela seja e não continue sendo um complexo. E isto sim desde o nascimento, ou seja naturalmente.

A cultura de muitas sociedades, inclusive as nossas sociedades são constituídas por costumes e ritos de passagem, vão conduzindo a criança até o mundo adulto. Alguns destes costumes e ritos completamente institucionalizados, isto é, separados da própria psique comunitária, seja da família ou sociedade, enquanto sua superestrutura, uma espécie de superego que paira acima das consciências e instintos da pessoa e que funciona como indutor da sua internalização, ou por vezes condicionador permanente do comportamento, provocando a infantilização eterna e as duas patologias clássicas que acometem os “civilizados” que Platão tão bem definiu na premissa de que o homem invisível é um monstro. Isto é, o homem sem o regramento dessas estruturas sociais ou superestruturas parasociais, como o Estado, a escola, sem o aquilo que o seu superego coletivo é um animal, no caso uma presa e predador de seus semelhantes completaria tempos depois Hobbes.

Vamos deixar de lado os julgamento acerca dessa construção de civilização e nos ater exclusivamente a sua dinâmica e efeitos. É assim que construimos e que funciona nosso mundo adulto. Concordemos ou não com ele, é certo que mesmos nestas culturas existe um certo consenso de que esse ambiente não era adequado para o desenvolvimento pisquico de uma criança, isto é a menos que você queira criar adultos doentes ou psicóticos, ou nem criar adultos, supondo é claro que elas consigam crescer ou sobreviver ao processo. A adultização das crianças, sobretudo no que concerne a introdução de metodos e processos industriais de fabricação do que nos consideramos uma mentalidade adulta coincide com a própria coisificação para fins econômicos de toda a sociedade. O que quer dizer que não é mais meramente um processo mas um sistema, que funciona sozinho, automaticamente, onde um individuo condicionado como uma automato reproduz e (se reproduz psiquicamente) através do mesmo processo de condicionamento a que foi submissivo, repetindo rituais e desenvolvendo costumes alguns pragmaticamente bastante úteis outros completamente supersticiosos e estúpidos para quem ainda não é um iniciado.

Caso você não se lembre, o mais traumático destes rito de passagem é o que compreende a adolescência, porque é neste período que contamos ou se não contamos a criança descobre por conta própria que aquela bolha em que ela vivia não era exatamente como diria Nelson Rodriguez “a vida como ela é”.

É nesse período em que a sensação de absurdo que nos acompanha durante toda a infância, aquela que você lê no rosto de uma criança quando ela parece estar dizendo como esses idiotas estão fazendo, começa a desaparecer num processo que não se dá sem resistência: produzindo muita revolta e ampliando uma depressão infantil já presente mas silenciosa enterrada e quase imperceptível como são todas violências e violações contra a criança.

As vezes mantemos como lampejos durante a vida adulta geralmente acompanha por crises de depressão infantil e revolta adolescente: só que agora é dizendo a nós mesmo que merda que eu fiz ou estou fazendo com porra da minha vida. Supõe-se que com a maturidade essa depressão infantil e revolta adolescentes desaparecem, quando na verdade elas apenas foram reprimidas. O que desaparece mesmo é a inteligencia e sensibilidade do adulto para entender o absurdo dando lugar a preconceitos e doutrinas que só a infinita pressunção de superioridade intelectual dos adultos sobre a criança pode conceber. Ao ponto de confundir inocência natural com a estupidez e a imbecilidade adquirida com saber.

Contudo há um efeito colateral positivo, sempre há para quem quer ver, neste processo. Acreditamos que a consciência é a forma mais eficaz de blindar a pessoa contra a cooptação doutrinação e controle ideológico. Não é, é a idiotia. A idiotia é a forma mais segura de se proteger contra a manipulação ideológica, porque uma vez que o processo de condicionamento se encerra e o individuo adiquire convicções fixas, que a mente se cristaliza em sua fidelidade, e ele passa a obedece a um conjunto de ordens cegamente sem questionar, nada mais poderá vir a controla-la exceto é claro a ordem que já a comanda.

Como diria os jesuitas e os pedófilos o negócio é pegar eles pequeninos para criar. Mas isso quando o assunto é conversão. Quando o assunto é outro. Quando o objetivo não é converter mas promover uma destruição endogena imediata de uma sociedade, o publico alvo é o adolescente. Porque a adolecencia em si já se constitui em rito de passagem suficientemente traumático de descontrução do mundo infantil para conversão aos outros valores para maiores de 18 anos do mundo adulto que não são só sexuais, mas que envolvem a aceitação muita vezes forçada de atos de violência e competitividade predatória até então recriminada para o desenvolvimento saudável da criança.

Rigorosamente do ponto de vista das experiencias piscológicas de condicionamente mental, a natureza do ser humano permanece por toda a vida adulto em permanente processo traumático de condicionamento ao mundo que fabricamos para viver, mas é durante esse periodo que a mente esta mais vulnerável, mas emocionalmente predispostas ao condicionamento, a introjeção de comandos.

Esses ritos de passagem que constitui o processo da adolecencia se constituem portanto num inevitável processa traumático de destruição do mundo infantil. Um momento que constitui por si só como elemento ideal de a cooptação ideológica como condicionamento do individivuo que está naturalmente emocionalmente vulnerável, em pleno traumático justamente de construção do seu novo eu. E as vítimas (os adolecentes) são escolhidas não por sua condição psicologica em si depressiva, mas pela vulnerabilidade pisocosocial das quais a depressão é só um dos sintomas.

Dentro de uma prisão por exemplo para atingir de forma rápida e barata esse ponto ideial para iniciar o processo de condicionamento obediência comportamental, os agentes literalmente quebram a pessoa física, piscoloca e etica e espiritualmente. Nas nossas sociedades civilizadas um “hacher” não precisa programar nada essa fase ele só precisa hachear o sistema de reprodução da formação da sociedade e trocar os códigos do sistema pelos seus.

A analogia com sistemas de informação é pobre e também não dá conta de explicar a complexidade dos processos mentais, mas para efeito de didático é extremamente útil. O hacker não está hackeando o processamento de dados do sistema de informação, ele está hachendo o processamento do sistema de formação. E não isso não ocorre porque a internet não é um ambiente controlado e seguro e vigiado, porque mesmo que controles e vigilância sejam estabelecidos, a vulnerabilidade permanece para ser acessada por outros meios e midias. Tanto a vulnerabilidade social quanto a pisca consequente do nossa cultura, do nosso processo de educação tanto inistitucional quanto social.

A forma como fomos educados e educamos ela conforma ao condicionamento, ou prosseguindo na analogia com os sistema informacionais, cria backdoors para que se possa ao longo da vida inserir diferentes conjuntos de códigos e comandos a serem executados de acordo com a ordem estabelcida por quem controle esse sistema. O que o hacher faz é piratar esse sistema de sinais e valores , substituindo as ordens consideradas normais pelas dele, naquelas pessoas onde o sistema de sinais e valores. O que como eu disse é dificilimo de fazer se você não acessa a linguaguem de processamento, mas depois que você domina essa linguagem é como dizem os pastores no guerra de luta por seus feis pescar no aquaria do outro. Uma ateu por exemplo não responde a linguagem nem a programação ideológia dos crentes, mas se ele por exemplo é um legalista fanático pode igualmente responder exatamente aos mesmos comandos deste que através da linguagem e programação acessem o mesmo backdoor, a mesmo centro de processamento de comandos. E isso estamos falando de pessoas velhas que já aderiram ou se converteram a certo conjunto de valores e que não estão mais dispostas a trocar seu sistema operacional. Estão acostumadas. Pessoas jovens não tem esse tipo de problema.

Temos uma falha na construção do sistema que firewalls e anti-virus não vão corrigir porque essa “falha” está inserida no BIOS da nossa civilização. Governos utilizam essa predisposição adquirida para manter-se como a lei a ordem de guerra e paz. Religiões para manter fieis e dizimos. Empresas para vender lixo como remedio ou comida. E pais para manter filhos sob calmas enquanto respondem aos comandos superiores alheios. Já os filhos da puta da Baleia Azul resolveram usar ao que esse falha do sistema que permite que as pessoas sejam condicionadas a se comporta e executem comandos absurdos para rodar um outro jogo. Ou mais precisamente para mandar comandos que não só são reconhecidos pela normalidade da sociedade como seus, direcionados portanto não só a destruir a sociedade, mas a vida das suas vítimas e do próximo. Pode ser um processo insconciente um subproduto psicótico da própria revolta, mas pelo modos operandi parece haver mais do que simples ódio por trás disto. Algo que como disse só uma investigação poderá responder.

Quanto a proteção das crianças e adolescentes uma educação libertária voltada para a formação de adultos emancipados e que obedecem a sua consciência e não o supergos introjetados ou projetados ajuda, mas não é garantia de que essa criança ou adolescente não será vitima desses jogos, cultos e guerras psicológicas. Ela não só pode ser atingida pelas ações desses líderes e seguidores, como se tornar um líder e seguidor.

Porque embora a educação autoritária e esses jogos acreditem que a mente e a vontade humana pode ou pior deve ser condicionada. E a educação libertária combata isso. Se há um principio que essa educação se ergue é justamente que as pessoas servem umas as outras como meio constituinte da sua liberdade através das suas relações e não como a fonte geradora ou repressora dessas liberdades. Tais disposições são portanto capazes de reduzir a incidências desses eventos, mas não são capazes de extingui-los nem muito menos de determinar individualmente se eles ocorrerão ou não.

E quem acha que isso é um problema para o sistema. Então provavelmente nem sabe, mas tem um sério problema de desenvolvimento não só para lidar com a liberdade alheia, mas com a afirmação e compartilhamento da sua própria.

Na verdade, isso não quer dizer que somos impotentes, pelo contrário podemos fazer muito. Afinal se queremos que nossos filhos não respondam a qualquer ordem porque tenham sido ameaçados, por carência, não façam o que os outros mandam porque seus amigos fazem ou todos fazem, se não queremos que eles reconheçam e obedeçam a autoridade pela autoridade, mas que mandem os filhos da puta da Baleia Azul ou qualquer outro que mandarem eles se matarem ou matarem alguém se foderem e os denunciem que tal começarmos a dar o exemplo?

Que tal paramos de achar que ser adolescente e imaturo é ser revoltado e depressivo. E ser adulto e sábio é ser feliz e conformado e reaprender o que as crianças e nós outrora sabem sem precisar aprender desde o dia que nascem, ninguém cresce ou consegue se realizar sem liberdade. Sem tempo e espaço para construir seu próprio mundo e seu eu sozinha e junta com as pessoas da sua geração. Que tal pararmos de supor arrogantemente que nossa conformação ao preestabelecido é a chave da sabedoria do crescimento e respeitar a sensibilidade e inteligencia da juventude que em algum lugar deletaram em nós? Que tal reaprendermos a morrer e virar adubo ao invés de tentar nos plastificar como múmias? Que tal deixarmos de ser um bando de crianças velhas mimadas e arrogantes que acham que sabe pode e sabe tudo mas se cagam de medo do grande pai e darmos lugar para uma nova geração finalmente vire adultos?

Que tal nós pararmos de jogar e perseguir os coitados que não querem jogar a nossa Baleia Azul?

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Então é isso? Este é o problema? Este é a solução?

Não, não é. Se há alguma coisa aqui escrita é isto: Isto enquanto cagação de regras de uma pessoa para outra, de uma adulto para a criança não é a solução. Pegue tudo e transforma neste xarope prefabricado e pronto com certeza ela será mais uma parte do problema.

Somos gente não animais ou robôs. Somos sujeitos autônomos em permanente desenvolvimento sobretudo quando jovens e crianças. E quem disser que nunca sentiu nessa mundo de se matar ou matar todo mundo, ou já morreu, ou só está esperando o mundo terminar em barranco para morrer encostado. Nos supostamente já estamos adaptados, estamos “acostumados” a viver nesta selva. Eles não. E muito da educação para o desenvolvimento humano está justamente em ajudar que eles não se acostumem jamais ou o que é a mesma coisa jamais percam seu senso comum do absurdo. Uma tarefa deprimente considerando que temos a maturidade, inteligência emocional e responsabilidade social mediana de chipanzés engaiolados e ainda por cima crentes que somos os primatas superiores e de quebra donos do zoológico.

Síndrome de Peter Pan? uma ova, isso é síndrome de Cronos. Os distúrbios deles são uma reação aos nossos, até por uma questão lógica de ordem geracional. Então menos Marx e Misses e mais Saint-Exupéry, por favor. Porque já esta passando da hora de crescermos e se emanciparmos como humanidade, como pessoas verdadeiramente adultas independentes.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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