Deadpool: A Amazônia é nossa? A Amazônia é um patrimônio da humanidade? Tolinhos… “The Amazon” já é um domínio reservado para outros donos…

Ou como a Crise Ambiental e Humanitária se resolveria numa Economia EcoLibertária de Renda Básica, um manifesto pela paz

O presente escrito é divido em duas partes:

A primeira, em como as coisas poderiam ser resolvidas, um manifesto cosmopolita de paz. Mais precisamente, uma demostração de quais respostas o novo paradigma da Economia EcoLibertária de Renda Básica daria aos problemas ambientais e humanitários; para essa crise que já beira explicita e declaradamente o conflito e que o velho não pode nem consegue fazê-lo porque ele é a raiz do problema. Enfim, um sonho que parafraseando Lennon senão acabou de acabar, pelo menos está praticamente em suspenso até a humanidade novamente despertar desta fase mais profunda do pesadelo distópico do passado para acordar novamente para as utopias do futuro, isto é claro se acordarmos, e em tempo hábil. Procedimento que por sinal não deixa de fazer parte do processo de reprodução e perpetuação dos velhos paradigmas e suas crises sistêmicas e claro pseudo-soluções sempre amargas que destroem o mundo e a humanidade e até mesmo as próprias infraestruturas e recursos, mas salvam o que realmente importa e interessa ao menos a quem dita os paradigmas: a superestrutura que sustenta todos os valores e preconcepções: os modelos socioeconômicos e geopolíticos.

A segunda justamente em como as coisas caminham para serem resolvidas se nenhum fator determinante for alterado ou um novo introduzido em tempo a essa equação. De fato apenas uma atualização de dados, já que essa previsão é tão velha quanto o dia que decidimos fazer do pagamento de uma renda básica não apenas um gesto eventual, mas nossa nova prática ou fundamento do ethos do que não só gostaríamos de pensar ou idealizar mas de fato fazer como ação social de base (ReCivitas, 2008–2019).

PARTE I

Economia Ecolibertária de Renda Básica: Uma outra resposta à questão da disputa a quem pertence a Amazônia?

Se quando digo Renda Básica você pensa Bolsa-Família, ou mesmo nas propostas que acreditam que se dizem libertárias e não conseguem conceber a garantia do bem comum como o minimo vital sem um aparelho estatal seja total ou mínimo, ou qualquer coisa mais pseudo “liberal” ou pseudo “social”, mas de fato “ista” no meio disto, esqueça essas bobagens. A economia de provisão do minimo vital é uma concepção muito mais poderosa que isso. Tão poderosa que não precisa nem do aparelho estatal para funcionar, nem tão pouco da sua completa e total extinção para continuar funcionando apesar dela. A característica de que tem-se aí, de fato uma economia, algo orgânico, e não corporativo, que consegue se sustentar não por causa de, mas apesar do parasitismo de.

Sem mais, vamos então, ao exemplo concreto e atual, a disputa pela Amazônia.

Não vamos trabalhar a questão como interesses não declarados, mas nos declarados senão não chegamos a nenhum entendimento, inclusive como acordo e concórdia. O Estado Francês assumiu a frente e fez sua declaração de intenções dizendo-se representante dos interesses do Planeta: a Amazônia é nossa. O Estado brasileiro do outro lado, assumiu a frente e manteve sua posição oposta a Amazônia é dos respectivos Estados-Nações Latino-Americanos, ou seja, a Amazônia brasileira é do povo brasileiro. Eu sei, eu sei… é só jogo de cena. Nem lá nem cá, ninguém está se importando propriamente nem com povo, nem muito menos com meio-ambiente principalmente com o dos outros ou um todo. Os interesses são outros, e tudo não passa de encenação. Mas há que se atentar para um ponto importantíssimo: se esse jogo de cena não fosse fundamental, ainda não estaria sendo feito. E nesse caso não é só uma narrativa para audiências cativas, mas uma guerra de narrativas, essa guerra de propaganda é de suma importância, porque irá definir as bases da propriedade e pertencimento de uma propriedade. Porque a propriedade não é só definida pela força de fato, mas antes de tudo pela anuência do emprego da força de fato, seja pela ameaça ou sansões para garanti-la parcial ou totalmente; seja como posse, ocupação usufruto, participação, taxação, etc.. enfim como direito de patrimônio nacional, internacional, propriedade particular, reserva ambiental, concessão estatal a corporações privadas ou estatais estrangeiras… seja ela passível de expropriação, apropriação por quem quer que seja. Ou seja a questão não é de quem será a posse de fato, mas qual será os direitos a real dimensão dessa posse e usufruto, e qual as contrapartidas ou obrigações, impostos por exemplos, para de fato não ser expropriado a força dela. Uma questão que depende e muito do quanto quem financia as forças de fato, concordam com o emprego das forças de fato, incluso como mero instrumento de dissuasão, para fazer valer declarações, acordos e consequente títulos de posse e patrimônio não só nacionais e de pessoas físicas, mas internacionais de pessoas jurídicas, inclusos estados e corporações sobre os ditos meios vitais e ambientais, os bens comuns, onde tudo que é privado e coletivo, seja já transformado em posse recurso e riqueza seja ainda em estado natural e absolutamente necessária à subsistência.

Isto posto, temos portanto um dilema e conflito entre desenvolvimento dos estados-nações periféricos, colonizados e subdesenvolvidos. E os desenvolvidos. No mundo desenvolvido, a natureza foi transformada em riqueza e capital e não só dentro do seu território, mas muito além dos impérios intensivamente nas províncias na relação colônia metrópole. Primeiro de submissão pela violência e escravidão explicita, depois pela guerra, corrupção. Um padrão que evidentemente se replica internamente na relação entre as oligarquias, plutocracias e cleptocracias herdeiras que se assentaram nas ruínas desse pacto colonial como novos governantes ainda submetidos a novas formas de submissão e corrupção provincial nacional e internacional. Porém que não se rompeu, mas apenas se tornou mas discreto e complexo. Agora, mesmo na Venezuela enquanto o ditador se agarra desesperadamente e criminosamente ao poder matando e vendendo seu povo e riqueza, enquanto EUA sanciona sua economia, China compra, e Russia vai carregando toneladas e mais toneladas de ouro para as próximas etapas da guerra comercial e econômica, quando tentar se desatrelar de vez da economia crises cíclicas dos cheques sem fundo e piramides ponzi de papel e seus derivativos tóxicos.

Cito o ouro por uma razão simples. Ele é por excelência o capital ou riqueza em sua forma paradigmática diametralmente oposta a toda a riqueza em potencial que a Amazônia representa. Florestas são devastadas, trabalhadores são enterrados, rios são contaminados, cidades são destruídas, patrimônios nacionais são alienados, para desenterrar um minério cujo grande valor é seu alto poder de troca. Um minério que está enterrado em algum cu de mundo. O que se faz, se desenterra esse minério no cu desse mundo, deixando os custos para o cu do mundo, e o enterra bem fundo num cofre as pencas no centro do mundo, para o dia que o mundo acabar. A transformação das reservar naturais em reservas e riquezas de uma nação, o capital e capitalismo pelo menos o corporativista ou de Estado por excelência. Exploração e devastação, pobreza e morte entre um povo de uma localidade para a expansão e bem estar, crescimento e desenvolvimento em outra.

Bem, não adianta chorar pelo leito derramado. Toneladas de riquezas e capital foram acumulados ao longo da história da humanidade, o planeta foi consumido, territórios foram ocupados, populações inteiras foram sequestradas, escravizadas e exterminadas. E verdade seja dita continuam sendo. Gente desesperada de territórios completamente pilhado ou em plena fase de pilhagem por seus próprios governos totalitários corruptos e warlords e urubus de plantão fogem desesperados apenas para bater nas portas fechadas das gloriosas civilizações defensoras das democracias e direitos humanos para toda a humanidade, enquanto vendem e traficam as armas e os venenos que matam a humanidade a noite e o planeta pelo qual choram de dia.

Enquanto isso, países que não se derrubaram nem cometeram mais genocídios porque faltou cultura de morte ou vontade de genocidar gentes ou florestas, mas porque faltou competência mesmo, tanto eficiência e sistematização nos processos quanto estratégia para superar as próprias barreias e impedimentos dos interesses dos países que tendo se industrializados primeiro não querem concorrentes, mas provedores de mão-de-obra barata e matéria-prima, um acrônimo contemporâneo, para escravo e recursos naturais sem custos humanitários nem ambientais, ao menos não em na, ao menos não no que se compreendia até agora por sua casa, ou as portas dela, leia-se bordas e fronteiras da migração, leia-se consequências ambientais da acumulação do lixo (e bombas) jogados no vizinho a quilômetros e quilômetros de distâncias. Há quem chame isso de teoria do caos, outros karma. Não importa.

O que importa não é focar nos problemas mas na solução. O futuro. Deixar os ranços e rancores de lado e trabalhar pelo futuro das novas gerações não em favor deste prejuízo ou daquele, mas em favor de fato de todos. Para tanto é preciso olhar não só o que cada um tem por demanda, mas o que cada um tem a oferecer, não como ameaça, mas como oferta justa de paz e comunhão. O Brasil tem um patrimônio natural dentro do velho paradigma do desenvolvimento e quer por abaixo como os países ricos já o fizeram para transformar em capital e suprir inclusive a demanda de consumo dos mesmos. De modo que causaria grande dano às pretensões de ganho ao Brasil se os países preocupados com o meio ambiente, simplesmente parassem de consumir os produtos, ou melhor ainda proibissem a produção dos mesmos venenos que não permitem mais no seu território também nessa que dizem ser sua casa. Mas porque eles fariam isso, se podem? Porque chamar responsabilidades e fazer sacrifícios se podemos facilmente transferi-los aos alheio. Veja que essa é sempre uma crítica perigosa, porque é o cisco que estamos sempre a tirar do olho do irmão enquanto a trave permanece no nosso. De modo que, não se engane, dos dois lados não há ciscos, mas traves, do nosso e do deles são traves enormes.

Mas porque falar em sacrifícios, quando não precisamos fazer propriamente sacrifícios, mas parar de sacrificar os outros para manter demandas não só injustas, mas muitas vezes criminosas de privilégios? E aqui entra a resposta da renda básica.

Eles sentem os efeitos da devastação ambiental e querem que os países latino americanos mantenham a Amazônia intacta. Os países latino-americanos não tem como sobreviver, não no velho mundo do mercado de capitais sem fazer o que eles fizeram no passado, se desenvolver e transformar recursos naturais em capital. Todos precisam de meio ambiente, Todos precisam de capital. Porém uns mais desenvolvidos que já queimaram seu meio-ambiente e dos outros, não podem jogar capital fora, mas já precisam mais do meio-ambiente que território, querendo ou não, sob a jurisdição de Estados-Nações alheias. Outros subdesenvolvidos, querendo ou não, precisam mais dos fundos de capital, em todas suas formas, dinheiro, tecnologia, propriedade intelectual, e até riquezas naturais e culturais que outrora estiveram sob a forma natural por aqui, mas que mortos e enterrados ou transformados e enriquecidos agora estão na forma do capital nos centros do mundo. A troca e acordo, o de paz é simples e evidente. Ninguém nem precisa renunciar a nenhum patrimônio, mas de fato preservá-lo e permitir que todos usufruam dele de acordo com as possibilidades ambientais e necessidades humanitárias. Ou seja, assim como o patrimônio natural deve ser preservado e até crescer na medida necessária para que possa ser usufruído por todos, também o capital que não pode ser dilapidado e crescer, não precisa trocar de mãos, mas seu usufruto como direito de participação precisa ou melhor deve chegar também na outra ponta. Porque A precisa de ar limpo, mas B precisa comer. E se A que detém o capital aprender a compartilhar um décimo desse capital, não vai precisar ameaçar B, porque B não vai precisar fazer o que seus antepassados fizeram para acumular capital, mas vai poder fazer o que ele agora pode fazer e prega, viver em paz da riqueza acumulada pela humanidade não só capital, mas como ciência e consciência. A começar dessa, pois gente não faz fotossíntese.

De modo que numa economia de renda básica, o patrimônio da humanidade seja ele o natural ainda não transformado em capital, seja o já transformado em riqueza não pertence evidentemente mais comunalmente a todos, ou quem tomar primeiro, ou tiver mais armas para passar por cima do outro, mas a quem o detém pacificamente não só como patrimônio, legado ou herança deixada por seus ancestrais exclusivamente para si sozinho para fazer o que quiser incluso explodir ou consumir, mas também para as próximas gerações, e seus irmãos incluso os mais distantes dos distantes. O conceito de irmandade que embasa a noção de humanidade, e biologicamente a própria unidade da vida em toda diversidade. Temos uma herança biológica, cultural e também econômica e não é um direito e dever criado e transmitido pelos homens, mas um direito e dever natural, uma dádiva e responsabilidade que está na gene da concepção disto que ainda não nos compreende e ainda não compreendemos não completamente, a humanidade. Um direito universal e irrevogável de viver que antes de tudo é uma responsabilidade mutua e intransferível de não só não privar o outro ser vivo dos seus meios vitais e ambientais, mas dispor na medida da nossas possibilidades sobretudo as CAPITAIS, isto é as formas em que já nos apropriamos e transformamos os meios vitas e ambientais irreversivelmente, ao menos na seta do espaco-tempo termologia da vida alheia em nossos meios de subsistências em nossas propriedades e riquezas e não mais a dele.

De modo que o direito que uma pessoa tem de exigir que alguém que não se aproprie do espaço natural é inversamente proporcional a participação que ele garante na forma de usufruto ou renda sobre o patrimônio adquirido sobre o mesmo método (ou outros) de apropriação primitiva. Porém não o que o outro que já não tem mais nenhum patrimônio nem riqueza natural tem de demandar sobre o capital acumulado que não participa nem usufrui.

Talvez no futuro existam povos que historicamente depois de pilhar os demais caiam em miséria econômica e ambiental depois de consumir todo o produto de sua pilhagem. Mas hoje, olhando para Africa e America Latina por exemplo o que temos, são povos tanto que ainda tem algo para negociar seu futuro, quanto aqueles que já não tem nem isso. Que finda a guerra, pilhagem, terra arada, tudo o que podem é migrar desesperadamente para morrer nos campos de concentração perdão, refugiados, onde jazem as riquezas roubadas nesse contrato nacional e internacional entre estados-empresas criminosas e governos e empresas vendidos e corruptos, a verdadeira lógica da ideologia suprapartidárias. Estes já não tem direto a nada senão o choro do papa enquanto pulam do barco para morte.

É por isso que o calculo da renda básica jamais pode ser colocado como o passivo do capital acumulado, porque esse passivo, é impagável e não tem pátria nem nação. A quantidade de capital acumulado como fixação e maximização de um mesmo valor e importância não paga a riqueza não só de todo potencial e riqueza futuro perdida em termos de diversidade, e possibilidade, mas de vida em todas as suas formas não só culturais, mas de fato enquanto tais. É uma perda irreparável. Não existem compensações, o que existem é direito de participação não sobre o que maldito nesse legado, mas sobre o que foi e não seria jamais produzido sem houvesse um patrimônio ou trabalho comum sob o qual ele foi construído. De modo que não só em países como o Brasil onde ainda o olho grande e gordo sobre as riquezas e recursos naturais, se lança a maldição do ouro negro, do ouro branco, ou agora do ouro verde. Mas também sobre os países onde a crise ambiental invisível já virou faz tempo crise humanitária e que não tem como sequer mais fazer escambo com a antigas metrópoles, exceto se oferecem como escravos fugidos, e nem assim mais os donos da senzala mundio os querem os pretos do mundo a empestear seu burgo perto.Nem mais para morrer limpando suas merda servem. Ops, como também guardadas as devidas proporções, ou potencias e desenvolvimentos também por aqui…

Em economias ecolibertárias de renda básica a preservação da natureza e dos fundos de capitais não são concorrentes, porque trabalham exatamente na mesma lógica de preservação das reservas de patrimônios seja os naturais seja os de capitais necessários a garantia dos mínimos vitais e de forma simbiótica e cosmopolita para difusão da paz. As reservas nem de patrimônio natural nem de capital, são preservadas e seu usufruto ou rendimento é utilizado para maximizar o interesse exclusivo deste ou daquele grupo, mas para prover o minimo vital para todos. Nem todo um planeta volta a ser uma selva, nem todo o capital é dividido. O patrimônio sequer troca de dono, o rendimento sequer é todo destino aos demais. Apenas a parcela necessária para que todos tenham o necessário tanto a preservação da reserva quanto do usufruto do meio vital necessário à provisão das necessidades básicas é garantida para todos não importa quem ou onde, e nisto difere de todas que se dizem universais mas discriminam nacionais.

A provisão dos meios vitais via capitais não são favores nem benesses que os governos nem estrangeiros, nem nacionais fazem aos povos, mas sua obrigação a partir do momento que tomam a força o que não pertence a eles mas de fato pertencem a humanidade e aos povos não como abstração, mas como seres reais e concretos, seres que existem e deixam de existir objetivamente na relação da provisão ou carestia de tudo que lhe é vital e capital. De modo que nem governo gringo nem nacional faz favor nenhum ao preservar e contribuir com capital ou ação para preservação do patrimônio natural e meios naturais mas cumprindo o que deve na medida das suas posses e possessões e em confirmada as suas formas, um em capital outro em natura. Do mesmo modo que governo gringo nem nacional estaria fazendo favor nenhum garantir o usufruto e participação não só dos povos nativos mas de todos os povos esses patrimônios já convertidos em capitais, na exata que da provisão das necessidades básicas e de acordo novamente com a capacidade acumulada em forma de rendimento sobre seus fundos de capitais reservados para dar cumprimento a esta obrigação: prover minimo vital.

Preservar os meios ambientais e garantir que todos tenham acessos ao minimo vital seja in natura ou capital não é um direito de monopólio é obrigação natural diretamente proporcional ou poder político e econômico que se possui, porque da observação dessa lei natural se constitui os estados de paz e as riquezas das nações quanto as guerras, pilhagem e a destruição interna ou mutua, mas definitivamente a longo prazo assegurada das civilizações.

Não é portanto uma acordo entre partes onde um entra com preservação ambiental e outro grana, Mas onde todos entram igualmente com seus direitos e deveres de preservação e provisão dos meios ambientais tanto os vitais quanto capitais, na exata medida das capacidades do patrimônio natural quanto capital de cada em direta correlação não como demandas por maximação dos interesses sempre infinitas de cada parte, mas de acordo com a necessidade de provisão das necessidades vitais tanto em natura quanto em capitais que determinam quanto de patrimônio deve ser destinado conforme essa necessidade para compor as reservas de acordo com seu rendimento seja em ganhos um ecológicos outra econômicos. De tal modo, que ambas devam se equilibrar porque a falta de provisão dos meios vitais novamente desencadear a destruição do meio ambiente, quanto a destruição do meio ambiente a base da reprodução sustentável supondo que ela exista do próprio capital.

Note portanto que não estamos necessariamente de fundos governamentais, podem sê-lo. Mas preferencialmente de fundos internacional que de preferencialmente não passem pelas mãos de nenhum traficante de armas e pessoas incluso os legalizados, e saiam diretamente dos interessados para as mãos dos interessados, ou seja associações livres de pessoa física para pessoa física, gente para gente, que se vê como gente, seres humanos e não como coisa e não como estranhos ou inimigos de estado, nação, partido ou religião, raça tribo, sexo, sem nem querer ou precisar saber qual é a sua. Pessoa para pessoa. Porque as demandas e necessidades de ambos os lados são absolutamente justas. Basta retire os óculos dos governos, e Estados-Nações e ideólogos da jogada para ver e ao invés de transferir atender. Principalmente se nenhum dos lados não está querendo nem expropriar posses nem ganhos nem socializar ou externalizar ou impor custos e obrigações.

Não há socialização, expropriação, nem privatização de nada. O que requer é seus direitos de participação não na propriedade mas no usufruto, nos ganhos no patrimônio que permanece com quem de fato já pertence na medida das possibilidades de contribuição e sempre no limite das necessidades. O sistema continua a rodar, mas sem jamais devorar essa base ambiental e humana que o sustenta do minimo vital e ambiental. Claro que em outras bases porque se já não se baseia e move pela exploração da privação meios ambientais e vitais, já não é mais exatamente o mesmo sistema socioeconomico fundamentado pela lógica da escassez, onde quem não trabalha, mas pela provisão universal da subsistência.

Uma economia completamente novo na história da humanidade, principalmente de não for feita encerrada dentro de uma nação que a mantém externalizando os custos desse estado de bem-estar a desgraceira do resto do planeta. Por que senão é apenas mais do mesmo: um beneficio dado a uma determinada população subsidia pelo supremacia do monopólio da violência estatal de um povo eleito as custas dos excluídos, seja dentro do seu território ou fora. O resto é semântica.

Porque enquanto você pensa nas gentes e sues ambientes, porque os interesses territórios não são os mesmos dos povos que precisam deles nem os que estão dentro nem os que estão fora. Enquanto você está olhando para pessoas, seres, meios vitais ambientais, formas de vida e viver, eles para posições estratégias, matérias primas e recursos matérias. E a menos que o reconhecimento da propriedade seja dado pela supremacia do monopólio da violência e não pela posse pacifica um povo que ocupa um território sem fazer ameaças nem apontar armas para ninguém exceto é claro contra o invasor (o que diga-se de passagem deveria valer para começar para a posse dos povos indígenas e não de nenhum governo incluso o brasileiro).

Os pactos sociais e acordos de paz que são em verdade similares, se estabelece não só pelo reconhecimento mutuo de direitos e deveres mútuos e recíprocos, mas sobretudos pela assunção de um bem e denominador comum do qual todos não só dignatários em papel, mas contribuintes e beneficiários na exata medida das suas possibilidades e igual medida desse bem que estabelece a comunhão e que em embora as distancias de tempos, espaço e circunstancias é um só, a mesma necessidade objetiva, viver.

Não há portanto segredo desde que cada parte se coloque no lugar do outro e ceda aquilo que pode ceder. Agora tem o outro método, o primitivo ou clássico ou histórico, mede-se o quanto o outro pode ou vai oferecer de resistência, calcula-se os possíveis riscos de ganhos e perdas e simplesmente: com base neste cálculos oferece-se uma uma paga menor que os custos da pilhagem, se o futuro coitado não perceber que vai sair bem caro para ele vender do que se render, simplesmente: toma-se. Onde isso vai dar? Exatamente onde estamos, mas quem se importa? a lógica desse sistema é essa mesma transferir ao outro os custos e prejuízos dos seus ganhos e bem-estar, nem que o outro seja seu próprio filho, que por sinal foda-se, para que servem ter crianças se tudo que importa é o aqui e agora, o meu aqui e que ele seja eterno enquanto dure.

Síndrome de Cronos. Mas pode chamar de estatopatia.

Então coloca um cruz na gelaria que desapareceu, vela bonitinho e enterra.

Oferece na cara dura , uma grana para Dinamarca. E Pau na máquina.

Que o Planeta é nosso, mas pobreza é de vocês. Ou, o que a mesma coisa, o capital é meu, mas o lixo e desastre ambiental é de vocês. Ou ainda devastação ambiental um problema de todos. Guerra, refugiados, um problema humanitário de vocês.

Opa e a amazônia também é minha! Partners, ok? Mas no negócio eu entro com o capital, e vocês com o seguinte território, mão-de-obra barata (semi-escrava), legislação de merda, ficam com os custos e prejuízos ambientais, doenças, e eu fico os lucros e carrego os recursos. Porra mas e o Brasil ganha com isso. O Brasil nada. Você, uma grana, e uns títulos.

No fundo o mesmo negócio feito apenas de forma mais truculenta, apressada e claro, brutalmente explicita em suas verdadeiras intenções. Por sinal nem em muitos lugares nem mais dissimuladas, e pode incluir os brasis nisso aí, tá ok, cara-pálida?

É Nóis first, e pau no cú do céis.

E essa é a parte II do texto. Acabou. Pode ir cantar seu hino nacional,

Porque se você não acha que o mundo é pequeno demais para todo mundo, não se engane ele nunca será suficiente para outros, nem que todos os recursos fossem infinitas…

PS1:

Barragem de Mariana, o maior desastre ambiental da história do Brasil

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O gigante anglo-australiano da mineração BHP-Billiton é alvo de uma ação coletiva no valor de £ 5 bilhões (US$ 6,5 bilhões ou mais de R$ 25 bilhões), apresentada no Reino Unido pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015. A queixa, iniciada em novembro, foi confirmada nesta quarta-feira (8) pelo grupo.

“A BHP confirma que os detalhes legais de uma ação foram apresentados no Tribunal de Negócios e Propriedade de Liverpool”, no noroeste da Inglaterra, anunciou o grupo em um comunicado. “A BHP tem a intenção de se defender”, acrescentou o texto.

A queixa coletiva, uma das maiores na história legal do Reino Unido, foi iniciada em novembro, mas seus detalhes vieram à tona apenas nesta semana. A ação foi apresentada pelo escritório de advogados SPG Law, com sede em Liverpool.

Um advogado desse escritório explicou à AFP que a SPG Law exige da BHP £ 5 bilhões em danos e prejuízos em nome de cerca de 250 mil demandantes. Esse grupo inclui 240.000 indivíduos, 24 prefeituras, 11.000 empresas, uma arquidiocese católica e a comunidade indígena Krenak.

Embora tenham sido apresentadas ações civis no Brasil, “os demandantes acreditam que têm mais chances de obter uma indenização justa e rápida no Reino Unido do que em seu país. Os tribunais brasileiros podem levar mais de uma década para decidir uma sentença e as ofertas de indenização são muito inferiores aos danos sofridos”, explicou o escritório na nota. (…) -Queixa coletiva de brasileiros no Reino Unido pede R$ 25 bi por desastre de Mariana

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c

Isso sim é que é apostar numa DeadPool

Sexy motherfocker…

Agrotóxicos: 44% dos princípios ativos liberados no Brasil são proibidos na Europa

Quase metade dos princípios ativos de agrotóxicos liberados em território brasileiro são proibidos em países da União Europa. É o que mostra levantamento organizado por Gerson Teixeira, ex-presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra), publicado no fim de julho.

Nem todos os 497 princípios ativos autorizados no Brasil são passíveis de comparação com o quadro Europeu. Isso porque 65 deles referem-se a substâncias derivadas e outros 79 não estão classificados pelas agências de saúde de lá.

Dos 353 princípios que sobram, 194 também são liberados nos países da União Europeia; e 155 são proibidos (44% do total).

Entre a substâncias liberadas aqui e não autorizadas lá, 22 (ou 14,2%) são completamente banidas na Europa. Outros quatro princípios ainda estão sob análise, de acordo com o levantamento.

“Enquanto todos os países estão tentando ser mais restritivos aos agrotóxicos, no Brasil vamos na contramão. Estamos flexibilizando cada vez mais (….) -Agrotóxicos: 44% dos princípios ativos liberados no Brasil são proibidos na Europa

deadpool…

Ativistas criticam Bayer por venda no Brasil de agrotóxicos proibidos na UE

Associação questiona multinacional alemã sobre aumento de 50% nos últimos três anos no número de pesticidas comercializados no Brasil e não permitidos na Europa e alerta para liberação de produtos pelo governo Bolsonaro.

Do lado de fora do Centro de Conferências de Bonn, onde ocorreu reunião anual dos acionistas da Bayer, jovens protestaram contra a empresa nesta sexta

Passado quase um ano da conclusão da aquisição da Monsanto pela Bayer, um grupo de associações e ativistas lançou nesta quinta-feira (25.04) o estudo “Um ano Bayer-Monsanto: um balanço crítico”, questionando as práticas da multinacional alemã em diversas partes do mundo.

Das dez páginas do relatório, duas delas se referem ao Brasil, e o principal dado divulgado é que, de 2016 para 2019, houve um aumento de 50% no número de agrotóxicos vendidos no Brasil que são proibidos na União Europeia (UE). Um levantamento de 2016 apontou que eram oito produtos e, agora, três anos depois, são 12.

(…) Após a compra da Monsanto, a Bayer se tornou a líder mundial no mercado de sementes, fertilizantes e pesticidas, e o Brasil é o segundo maior mercado para a divisão agrícola da empresa.

“O Brasil é o mercado do futuro para os agrotóxicos. Os Estados Unidos já parecem ter atingido seu limite de liberações [de agrotóxicos], e a sociedade da União Europeia não está disposta a tolerar mais agrotóxicos. Países como China e Índia também já estão mais conscientes. No Brasil, porém, a sociedade em geral não parece fazer tanta pressão”, afirma Christian Russau, da direção da associação de acionistas críticos.

“E o Brasil ainda tem um governo de extrema direita despreocupado com o meio ambiente e uma bancada ruralista muito forte, que pressiona o governo para conseguir cada vez mais liberações”, diz. (…) — Agrotóxicos: 44% dos princípios ativos liberados no Brasil são proibidos na Europa

sexy motherfucker…

deadpool…

ha-ha-ha… this is a very sexy motherfucker…

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PS2: Mas e quanto a postura do governo atual?

O que tem ela? O que há para ser dito explicado? Quem é que é capaz de expô-lo de forma mais explicita, para não dizer pornográfica, que o próprio, tanto no que diz no que faz? Onde está a contradição? Nisto a sociedade jamais poderá reclamar, porque dos governos populistas de extremas direitas, porque eles jamais esconderam nem suas origens nem suas verdadeiras intenções, pelo contrário se elegeram fazendo apologia dela, reafirmando e cumprindo o que prometeram em campanha. E se há otários, ou muitos espertos a ficar se desculpando por aquilo que o governo ou presidente diz que não sabe o que diz, ou faz porque não sabe o que faz, é porque querem enganar, ser enganados ou enganar os outros. Porque novamente trouxa de quem acreditou que ele não era quem é, e mais trouxa ainda quem quer continuar se enganando. Eles estão dizendo e fazendo o que dizem. Se as pessoas querem continuar nessa onda não posso acreditar que isso está acontecendo de um lado, ou do veja bem não é exatamente isso que aconteceu vão cair por vieses ideológicos diferentes na mesma armadilha, a armadilha do querem ou não acreditar, independente do quanto a realidade esfregue outra coisa na sua cara. Não fizeram um cavalo de pau, em economia, direitos humanos, costumes, meio ambiente. Combate a criminalidade. Nem em combate a corrupção. Fora é claro para quem acredita em papai-noel.

E por falar em acreditar em papai noel…

……deadpool

(…) foi muita responsabilidade, já que o futuro do planeta também dependia dele. “Aquele terno e aquela gravata pesam, meu irmão. Quando eu coloquei o terno preto, a gravata preta, aquele óculos preto eu falei: ‘Que responsabilidade’. Isso foi mais sério do que quando eu botei o terno para casar. Eu falei: ‘É agora, bicho, é o planeta. Temos que mudar o planeta. Salvar o planeta. Serginho Malandro alienígena. Man in Black. Homem de Preto”, afirmou. — Sérgio Mallandro aparecerá nas telonas de todo o mundo. O artista estará no elenco do filme MIB: Homens de Preto

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sexy motherfucker…

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e o ápice da filhadaputagem profissional…

a confirmação que Estado e seus braços são a legalização do crime institucionalizado descarado… a empresa criminosa condenada fica responsável por montar e gerir uma fundação que não controla como vai indenizar as vitimas dos seus danos, mas passa fiscalizar e claro suspender a indenização dessa gente suspeita… punição de padre pedófilo: cuidar do orfanato como direito a por e a determinar o castigo e ainda cuidar do espólio dos internos, mesmo eles no caso não sendo crianças, mas adultos.

A Fundação Renova suspendeu o pagamento do auxílio financeiro emergencial (AFE) de 143 atingidos no Espírito Santo e Minas Gerais. O recurso é pago mensalmente aos atingidos que ficaram impossibilitados de exercerem suas atividades profissionais em função dos danos advindos do crime da Samarco/Vale-BHP em Mariana/MG em 2015. Por ser, via de regra, um valor menor que o obtido com seu trabalho habitual, muitas famílias passam por dificuldades, mesmo recebendo o auxílio. Sem ele, a situação é dramática.

O assunto foi tema da reunião dessa quarta-feira (14) da Câmara Técnica de Ordem Social (CTOS), ligada ao Comitê Interfederativo (CIF), que fiscaliza os programas de reparação e compensação dos danos.(…)

Em resposta aos questionamentos feitos pela Câmara e pela Defensoria Pública, a Renova afirmou que os cortes são resultado de “um trabalho de saneamento da base de dados, pois haveriam, de acordo com a Renova, casos de atingidos recebendo indevidamente o auxílio”, (…)- Renova suspende auxílio emergencial de 143 atingidos pelo crime da Samarco

deadpool…

Adoro o Brasil, se um holocausto tivesse acontecido aqui, o condenado no tribunal administraria o fundo de reparo às vitimas, e os antigos da corporação ou regime condenado ainda se reservariam o direito de fiscalizar, julgar as vitimas e suspender as migalhas…

Opa, acusação infundada mas nem homicídio foi… quem matou foi a lama.

sexy motherfucker…

Há um tipo de apostador que nunca assume o risco de matar, ainda mais conscientemente ele só assume os lucros, porque os riscos, e as perdas estes caso você não tenha percebido já foram terceirizados e socializados.

Ou para que você acha que existe justiça e Estado?

Deadpool…

PS3:

““Quem vai invadir o Brasil para salvar a Amazônia?” pergunta professor de Harvard em artigo”
“O título do artigo foi alterado para “Quem salvará a Amazônia (e como)?”. O autor do texto disse pelo Twitter que a primeira versão do título não havia sido escrita por ele: “É importante ler o artigo (que eu escrevi), e não apenas o título (que eu não escrevi)”, disse Walt. (…)

No cenário inventando por Walt, o Brasil de 2025 está prestes a ser atacado pelos Estados Unidos; se o Brasil não cessar o desmatamento destrutivo na Amazônia em uma semana, os EUA iniciarão um bloqueio naval ao Brasil e lançarão ataques aéreos contra infraestrutura estratégica brasileira.

Após descrever o cenário, que Walt disse ser “exagerado”, o autor pergunta: “Até onde você iria para impedir danos ambientais irreversíveis? Particularmente, os Estados têm o direito — ou até mesmo a obrigação — de intervir em um país estrangeiro com o objetivo de impedi-lo de causar dano irreversível e possivelmente catastrófico ao meio ambiente?” (…)

O texto discute ainda até que ponto a comunidade internacional deve ir para impedir ou reverter ações que possam causar danos ao meio ambiente e aos recursos dos quais todos os seres humanos dependem. “Pode parecer exagerado imaginar Estados ameaçando ação militar para impedir isso hoje, mas isso se torna mais provável se as estimativas mais pessimistas para o futuro do nosso clima se revelem corretas”, afirma o autor. (…) — “Quem vai invadir o Brasil para salvar a Amazônia?” pergunta professor de Harvard em artigo

sexymotherfucker…

Pergunta? E quem hipotética e para fins acadêmicos é claro, senão seria ameaça de guerra ou terrorismo: e quem vai invadir os países que continuam a explodir bombas e plantas atômicas?

deadpool…

Dentre as inúmeras conseqüências funestas das guerras, estão os efeitos devastadores sobre o meio ambiente. Os bombardeios, o intenso movimento de veículos militares e tropas, a grande concentração de vôos de combates, os mísseis jogados sobre territórios ou a destruição de estruturas militares e industriais durante todos esses conflitos também provocaram a emissão de metais pesados e outras substâncias que contaminaram o solo, a água e o ar. Além da contaminação ambiental é necessário considerar ainda a modificação das paisagens naturais e a perda da biodiversidade a longo prazo, seja pela presença de minas terrestres ou agentes químicos dispersados no ambiente. Segundo a Academia de Ciências Naturais da Filadélfia (EUA), a biodiversidade associada a ambientes naturais tem diminuído de forma considerável também como conseqüência da guerra e requer atenção. Apesar dos danos para o meio ambiente a para a saúde humana, existem poucas pesquisas sobre os efeitos das guerras e das diversas armas utilizadas.

Dentre os trabalhos acadêmicos e governamentais sobre guerras destaca-se um relatório de 2003, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que concluiu que a queima de poços de petróleo no Iraque era uma questão que se somava aos problemas ambientais acumulados no país nas últimas duas décadas, devido à guerra Irã-Iraque (1980) e a Guerra do Golfo (1991). Carlos Nobre, pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), membro de um dos grupos do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima afirma que a queima dos poços de petróleo gera não apenas o gás carbônico (relacionado ao efeito estufa), mas uma série de outros gases poluentes nocivos à saúde. “As pessoas próximas à trajetória da fumaça ficam expostas a um nível de poluição bastante ampliado”, diz ele. Já com relação ao efeito estufa, Nobre afirma que as conseqüências para o seu aumento não são consideráveis perto do que se consome mundialmente de petróleo, inclusive porque o petróleo queimado nos poços seria retirado e consumido em alguns meses.(…)

O relatório “Collateral Damage, the health and environmental costs of war on Iraq”, de 2002, da International Physicians for the Prevention of Nuclear War (IPPNW), que analisa os impactos da Guerra do Golfo para a saúde para o meio ambiente e afirma que a destruição de fábricas de produtos químicos, biológicos e nucleares dispersou substâncias tóxicas no meio ambiente com efeitos também para a saúde humana, como seqüelas para o sistema respiratório e carcinogênese. Além dele, o relatório de 2003 do PNUMA cita também o uso de armamento contendo urânio empobrecido como uma possível fonte de contaminação do meio ambiente, e responsável por malefícios à saúde humana.

O urânio empobrecido (U-234) é um subproduto do urânio enriquecido (U-238) utilizado nas usinas de energia nuclear e, portanto, abundante em países que utilizam esse tipo de energia. Por ser um dos metais mais pesados que existe, ele é utilizado pela indústria bélica para produção de cabeças de balas, o que aumenta a capacidade de penetração dos projéteis, que passam a poder perfurar veículos militares blindados, e paredes. O urânio empobrecido também é utilizado para fabricação de mísseis e para revestimento de tanques. Além do peso do metal ser um atrativo bélico, também há uma outra característica, o material é pirofórico espontâneo, isto é, quando o projétil alcança seu objetivo gera tanto calor, que se inflama e explode. Assim, ao atingir o alvo, o urânio empobrecido queima e transforma-se literalmente em poeira, oxida-se e volatiza-se em micropartículas radioativas, que podem ser inaladas, ingeridas, depositadas no solo e na água, ou transportadas a muitos quilômetros de distância pelo ar.

A utilização bélica de urânio empobrecido não se limita ao Kwait (Guerra do Golfo) e ao Iraque. O material também estava presente nos bombardeios da Sérvia (1999) e da Bósnia (1995) e em Kosovo (1999). Grupos pacifistas contestam a utilização do urânio para fins bélicos afirmando que não podem ser entendidos como material de armas convencionais, pois causam graves problemas de saúde como câncer, má formação, e mutações genéticas, além dos danos ambientais, como infertilidade da terra. Além de afetar a população civil que sofreu o bombardeio, o urânio também afeta os soldados, e a poeira de urânio pode ser transportada por ventos atingindo muitos outros países, inclusive da Europa, assim como a atmosfera. Por outro lado, organismos como OTAN ou o Pentágono negam que existam estudos que comprovem tais prejuízos à saúde.

Os efeitos do armamento que utiliza urânio empobrecido são comumente comparados pelos pacifistas às bombas de Hiroshima e Nagasaki, ao mesmo tempo em que tanto esses efeitos, como as negativas sobre os malefícios causados pelo urânio empobrecido por parte dos organismos internacionais, são comparados também ao agente laranja (agente desfolhante) utilizado na guerra do Vietnã (1975). Nessa segunda comparação, os pacifistas argumentam que, apesar dos Estados Unidos terem declarado inicialmente que o agente laranja não causava problemas à saúde, até hoje os vietnamitas estão arcando com deformações genéticas e câncer causado por essa guerra química. Atualmente, existem diversas campanhas contra a utilização de urânio empobrecido pela indústria bélica.

Lia Giraldo Augusto, médica e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) afirma que a ausência de pesquisas sobre os impactos da guerra na saúde e no meio ambiente não é sem razão e que o Pentágono não é uma fonte idônea para informar se produtos utilizados em armas bélicas são ou não ofensivos à saúde e ao ambiente. “As agências norte-americanas trabalham sempre com uma forte ligação com interesses de Estado e interesses econômicos”, diz ela. Na opinião da médica, o fato da ciência não ser neutra também colabora para esse panorama, sendo que boa parte dos fundos que financiam a ciência estão comprometidos com interesses de grupos econômicos. “É por isso que precisamos de uma universidade pública, para termos algumas brechas para pesquisar questões que são do interesse dos excluídos, do ambiente, dos derrotados pela guerra”, diz ela.(…)

Além dos impactos das guerras sobre a saúde e o meio ambiente, a realização de testes nucleares é mote de diversas campanhas internacionais, como causadora de problemas ambientais e de saúde de longo prazo. Dentre os locais de testes nucleares, um dos mais conhecidos é o Atol de Mururoa, na Polinésia Francesa. Apesar do número de testes realizados divergir bastante, todos aproximam-se de meia centena de testes realizados entre 1966 e 1996 pela França. O governo do território afirma que quase dez anos após a realização do último teste nuclear, os níveis de contaminação por radiação registrados na região ainda são altos com conseqüências para o meio ambiente e a saúde. Uma comissão instalada pelo presidente do território está investigando as conseqüências dos testes nucleares e denuncia a falta de cooperação da França para a investigação. A comissão anunciou no final de outubro que até o final de 2005 publicaria um relatório sobre o assunto. — Guerras perturbam o meio ambiente

Mas, isso é dado e pesquisa cientifica e o governo foge disso igual o diabo da cruz…

Então vamos só ficar com a polinésia francesa… Ah, a paradisíaca polinésia francesa… que em pleno século XXI ainda teve movimentos por independência…

Pois é. Pois, para quem não sabe ainda existem colônias do velho estilo pelo mundo, mas fala diferente para não causar escândalo: “território ultramarinos”. Olha como fica mais bonito.

Ah, a paradisíaca polinésia francesa… que ainda sofre as sequelas pelos 193 testes nucleares, porque bomba nuclear no cu do mundo dos outros é refresco…

Ah, a Polinsia Francesa… que se foda, porque está afundando…

E mané “homestanding”, e “seastanding”… Quem está afundando que se (se?) exploda ou afunde de vez, porque há outros lugares para olhar, incluso que fazem fronteira com a França… como o Brésil.

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PS5: Enquanto isso…

Enquanto a gritaria rola…

ah, essas cortina de fumaça… malditos interesses internacionais das elites… que elites? as gringas? Não as SUDESTINAS, mesmo.

sexymotherfuckers…

E aí? Que tal? vamos fugir?

Que tal Paris, baby?

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Não meu bem, vamos para os States…

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Ops, hipocrisia detected. Porque quando fui perseguido, também fugi de mala e cuia, e não encontrei portas fechadas, incluso de casas de pessoas que nem sequer me conheciam. Parece outro século… mas não faz nem 10 anos atrás… França, Portugal, Alemanha, Dinamarca, Italia, Suécia, Suiça, Canadá, UK. Mas esse pessoal é a rede do ativismo DE BASE da renda básica. Ativistas de verdade, a vanguarda que em geral vai para resistência, e a resistência de onde em geral sai a nova vanguarda.

Pois é parece que foi ontem… e foi. Mas em verdade é que já vivemos outros tempos. Previsíveis, evitáveis, mas não importa, que não nos contentamos só em prever, denunciar, mas trabalhamos para que não chegasse, mas chegou. E não adianta, chorar nem entrar na grita. A pergunta de antes permanece, a mesma o que vamos fazer? De concreto, construtivo e genuinamente libertário, de ação social de base e não projetos populistas para chegar ao poder. Porque de salvadores do povo e do planeta, gringos ou nativos mesmos, se você ainda não sabe o que (não deve ficar a) esperar, é porque vive como eles com a cabeça em Marte. Eles como idiocratas. Você como um idiota mesmo.

Afinal não há demandas por mais igualdade de liberdade e autoridade, demanda fim de desigualdades, misérias políticas, econômicas e culturais, que a lógica da locupletação que consiga esmagar e se renovar e reinventar com uma nova corrida pelo ouro, por uma nova fronteira, por um novo, mundo, uma nova guerra, uma nova loteria, um novo cassino, de vida e morte. Roleta russa. Sexymotherfuckers…

Só russa?

Deadpool…

Para cada demanda por mais democracia, liberdade, menos miséria e tirania -não a de papel, mas a de fato- para cada agitação e primavera dos povos, um inverno estatal de crises, conflitos, fanatismo, ditaduras, xenofobia. A arte de governar, pela domesticação dos submetidos não só a ditadura das privações, mas as alucinações, a arte de domesticar os acorrentados com as sombras na caverna que acreditam que o mundo é feito das ideias, e não ele e suas ideias, incluso as sombras e grilhões, da luz do mundo. Um mito e arcabouço ideológico antigo. Mas do qual evidentemente ainda não escapou. Não como ethos não como consciência. Não como convivência.

Entendeu? Quando, perguntas como essas começam a ser feitas:

“Se, de acordo com a Constituição, indenizamos as pessoas porque tomamos suas propriedades, por que não indenizaria as pessoas que eram propriedade de outra?”, questionou. -Debate sobre reparação a descendentes de escravos ressurge nos EUA

É preciso por um fim a qualquer possibilidade de debate e reflexão. E recolocar outros termos. Onde, pelo contrário, são as pessoas que defendem genuinamente a vida e liberdade que já não tem como aceitar e por em questão esses valores nem muito menos barganhar com eles. Porque esses valores não são apenas simbólicos, mero objetos de discursos ou troca, mas importâncias reais, seres e fenômenos concretos que serão cobradas da pessoa no mundo real como tais, ainda que o demagogo o venda como isso uma armadilha ou nota promissória ideológica. Logo quando se começa a falar de liberdade como ela de fato é, propriedades e seu usufrutos, em tempos e espaços, não todas as formas ilusórias de acobertar justamente sua alienação. As mascaras caem e o bicho-pega.

Por isso, não pensem que estou defendendo democratas, porque os progressistas de lá são como os daqui, que o digam os líbios pós Obama-Hilary que hoje são vendido e traficados como escravos. O jogo de apostas político interno de lá é o mesmo que o daqui, já na grande figura, evidentemente os winners e loosers não só relativamente mas objetivamente outros… mas claro novamente tem um preço.

Deadpool…

Me chamam de Deadpool, sou rápido pra caramba/Vim pegar os caras maus e umas bundas/Tenho lâminas pra dias, armas de sobra/Tenho golpes com combos, esquivas e mais/Com armadilhas de urso e granadas demão/Puxo a pistola feito um maníaco/Bem na sua cara/Explodindo tampas/Deixando uma trilha de tripas/Sentando na minha cadeira/Coçando meu saco/Não paro quando atiro/As automáticas tão ligadas/Seu bunda é grama/E eu tô aparando o gramado/Chumbo quente na cabeça/E não vou parar/O que sua galera vai fazer/Quando eu cortar e retalhar?/Mas todas essas vadias são primeiras-damas/Encho minha cara de chimichangas/Cervejas e tacos, sempre com tudo frouxo/Pera aí um minuto/Enquanto eu arrio um barro/(Deadpool)Sexy, filhodaputa (Deadpool)/(Deadpool) Capitão Deadpool (nah, só Deadpool)/Mercenário tagarela, não posso morrer/Um pé na cova/Mas ainda tô vivo/Tenta me matar, eu só vou reviver/E então pôr outra bala/Bem no meio dos seus olhos/Sou perigoso, me sinto despreocupado/Aperto seu pescoço como se eu fosse um colar/Pular, cortar e deixar todos decapitados/Gosto de todas as minhas pistolas/Grandes como o texas/Hey capangas, bandidos e chefões/Adivinha só? eu trouxe o colossus!/O tempo acabou/Melhor contar quantos já perdeu/Chutando aquela bunda/Enquanto minha namorada assiste/Corre aí, você sabe que eu vou te perseguir/Cada cara mau/Ponho em seu devido lugar/Vingança, vou te dar um gostinho/Sou sexy pra caramba, mas escondo meu rosto/Vou mostrar pra vocês/Como se faz com armas e facas/(Deadpool)Fazendo piadas e quebrando as regras/Eu vim pelos tacos (Deadpool)/Brincando com as gatas/E minhas bolas pra bater umazinha/(Deadpool)Tô prestes a derrubar esses idiotas/Então chega e pega alguns/Faça barulho, eu faço doer/Ha! chutando bundas e pegando nomes/Hora da vingança, não tô de brincadeira/Esses superpoderes parecem estranhos/Me movo com um ninja maluco/De mão em mão, você sabe que vou te guiar/Tenho duas espadas, agora vou me vingar/Não ligo se te ofendo/Escuta só, tenho algo a dizer/É isso mesmo, eu falo merda o dia todo/Chega aí, toma um banho de sangue/Agora você tenta correr/E isso tá me fazendo rir/Ha ha ha/Pra onde você vai?/Tenta se esconder/Mas você sabe que vou te achar/Na ponta do pé, de mansinho atrás de você/Eu sou Deadpool, preciso te lembrar?/Regenerar, porque é legal/Quero cair de um parapeito (Deadpool)/Esses guardas retardados/Todos querendo briga/Então click click boom! (Deadpool)/Não acredito na regra dourada/Eu vim pra transar/Nota pras meninas: não sou um brinquedo/Sou um filhodaputa,sexy, sexy motherfucher…

Sei não, mas não só já ouvi esse discurso, mas acho que já esse filme, já foi filmado e refilmado em todos os lugares do mundo para todos os públicos alvo e audiências A, B, C… tem na versão do cinema “arte” europeu, do cinema “comercial” americano, e até em versão em pornochanchada brasileira, o Cowboy brasileiro é fake, mas o indio é verdadeiro.

Perái, errei, de indio. O verdadeiro é esse aqui…

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Mas esse não é para inglês ou francês, ver. Whatever, Como diria o outro, “preto, indio, amarelo, latino é quem nem sapo tupo igual…” especialmente morto, enterrado e bem longe da vista. Ou da história abaixo…

1500, o ano que não terminou

Um menino de dois anos foi assassinado. Um homem afagou seu rosto. E enfiou uma lâmina no seu pescoço. O bebê era um índio do povo Kaingang. Seu nome era Vitor Pinto. Sua família, como outras da aldeia onde ele vivia, havia chegado à cidade para vender artesanato pouco antes do Natal. Ficariam até o Carnaval. Abrigavam-se na estação rodoviária de Imbituba, no litoral de Santa Catarina. Era lá que sua mãe o alimentava quando um homem perfurou sua garganta. Era meio-dia de 30 de dezembro. O ano de 2015 estava bem perto do fim.

E o Brasil não parou para chorar o assassinato de uma criança de dois anos. Os sinos não dobraram por Vitor.

Sua morte sequer virou destaque na imprensa nacional. Se fosse meu filho, ou de qualquer mulher branca de classe média, assassinado nessas circunstâncias, haveria manchetes, haveria especialistas analisando a violência, haveria choro e haveria solidariedade. E talvez houvesse até velas e flores no chão da estação rodoviária, como existiu para as vítimas de terrorismo em Paris. Mas Vitor era um índio. Um bebê, mas indígena. Pequeno, mas indígena. Vítima, mas indígena. Assassinado, mas indígena. Perfurado, mas indígena. Esse “mas” é o assassino oculto. Esse “mas” é serial killer.

A fotografia que ilustrou as poucas notícias sobre a morte do curumim mostra o chão de cascalho e concreto da estação rodoviária. Um par de sandálias havaianas azul, com motivos infantis. Uma garrafa pet, uma estrelinha de brinquedo, daquelas de fazer molde na areia, uma tampa de plástico do que parece ser um baldinho de criança, uma pequena embalagem em formato de tubo, um pano florido amontoado junto à parede, talvez um lençol. É apresentada como “local do crime” ou como “os pertences do menino”.

Essa foto é um documento histórico. Tanto pelo que nela está quanto pelo que nela não está. Nela permanece o descartável, os objetos de plástico e de pet, os chinelos restados. Nela não está aquele que foi apagado da vida. A ausência é o elemento principal do retrato.

Os indígenas só podem existir no Brasil como gravura. Apreciados como ilustração de um passado superado, os primeiros habitantes dessa terra, com sua nudez e seus cocares, uma coisa bonita para se pendurar em algumas paredes ou estampar aqueles livros que decoram mesas de centro. Os indígenas têm lugar se estiverem empalhados, ainda que em quadros. No presente, sua persistência em existir é considerada inconveniente, de mau gosto. Há vários projetos tramitando no Congresso para escancarar suas terras para a exploração e o “progresso”. Há muitos territórios indígenas devidamente reconhecidos que o governo de Dilma Rousseff (PT) não homologa porque neles quer construir grandes obras ou porque teme ferir os interesses do agronegócio. Há uma Fundação Nacional do Índio (Funai) em progressivo desmonte, tão fragilizada que com frequência se revela também indecente. No passado, os índios são. No presente, não podem ser.

Como diz o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, os indígenas são especialistas em fim de mundo, já que o mundo deles acabou em 1500. Tiveram, porém, o desplante de sobreviver ao apocalipse promovido pelos deuses europeus. Ainda que centenas de milhares tenham sido exterminados, sobreviveram à extinção total. E porque sobreviveram continuam sendo mortos. Quando não se consegue matá-los, a estratégia é convertê-los em pobres nas periferias das cidades. Quando se tornam pobres urbanos, chamam-nos de “índios falsos”. Ou “paraguaios”, em mais um preconceito com o país vizinho. No passado, os índios são alegoria. “Olha, meu filho, como eram valentes os primeiros habitantes desta terra.” No presente, são “entraves ao desenvolvimento”. “Olha, meu filho, como são feios, sujos e preguiçosos esses índios fajutos.” Os índios precisam ser falsos porque suas terras são verdadeiras — e ricas.

Se Vitor era um entrave, esse entrave foi removido. Por isso essa foto é um documento histórico. Se houvesse alguma honestidade, é ela que deveria estar nas paredes.(…)

2015 foi o ano em que esse discurso deu ao Brasil o bicampeonato. O deputado estadual Fernando Furtado, do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), foi reconhecido como “Racista do Ano” pela organização Survival International por seu pronunciamento antológico, ao se manifestar numa audiência pública: “Lá em Brasília, o Arnaldo viu os índios tudo de camisetinha, tudo arrumadinho, com flechinha, tudo um bando de viadinho, que tinha uns três que eram viado, que eu tenho certeza, viado. Eu não sabia que tinha índio viado, fui saber naquele dia em Brasília… Tudo viado. Então é desse jeito que tá, como é que índio já consegue ser viado, boiola, e não consegue trabalhar e produzir? Negativo!”.

O parlamentar se referia aos Awá-Guajá, considerados um dos povos mais vulneráveis do planeta. A conquista de Fernando Furtado, porém, não é inédita. Outro parlamentar, Luis Carlos Heinze, este deputado federal pelo Partido Progressista (PP) do Rio Grande do Sul, já tinha subido ao pódio em 2014, com a seguinte declaração: “O governo… está aninhado com quilombolas, índios, gays e lésbicas, tudo o que não presta”. Tudo indica que o Brasil é quase imbatível para o tricampeonato. Fala-se tanto em país polarizado, mas a premiação prova que os indígenas são um raro ponto de unanimidade entre certa direita e certa esquerda dessa grande nação.

Vitor, o bebê assassinado, vivia na aldeia Condá, no município de Chapecó, no oeste de Santa Catarina. Os crimes cometidos pelo Estado contra o povo Kaingang da região sul do Brasil estão registrados no Relatório Figueiredo, um documento histórico que se acreditava perdido e que foi descoberto no final de 2012. O relatório, datado de 1968, documentou o tratamento dado aos povos indígenas pelo extinto Serviço de Proteção aos Índios (SPI). No total, o procurador Jáder Figueiredo Correia dedicou 7.000 páginas para contar o que sua equipe viu e ouviu. Quem quiser compreender por que Vitor se abrigava no chão da rodoviária de Imbituba em vez de passar os meses de verão seguro, saudável e feliz na sua aldeia, tem uma rica fonte de informações no documento disponível na internet. Vai descobrir, entre outras atrocidades, como antepassados de Vitor chegaram a ser torturados e a viver em condições análogas à escravidão para que suas terras fossem desmatadas e exploradas pelos não índios, em pleno século 20. É possível que alguns destes “empreendedores” sejam avós daqueles que hoje acham que indígenas como Vitor sujam o cartão postal de suas cidades.

Começamos 2016 como acabamos 2015: obscenos. Os fogos do Ano-Novo já fracassam no artifício.(…)Tem se dito que 2015, um ano de crise no Brasil e horror em todas as partes, é o ano que não terminou. 2016 seria apenas um looping.(…) Começamos como acabamos. Nada, portanto, nem começou nem acabou. Quem continua morrendo de assassinato no Brasil, em sua maioria, são os negros, os pobres e os índios. O genocídio segue diante da indiferença, quando não aplauso, do que se chama de sociedade brasileira. Começamos 2016 como acabamos 2015. Obscenos. Os fogos do Ano-Novo já fracassam no artifício. Estamos nus. E nossa imagem é horrenda. Ela suja de sangue o pequeno corpo de Vitor por quem tão poucos choraram.

Dizem que 2015 é o ano que não acaba. Ou que 2013 é que não chega ao fim.

Para os indígenas é muito mais brutal: o ano de 1500 ainda não terminou-1500, o ano que não terminou

Aula de interpretação cênica de texto, by Didi Mocó para as crianças do “Criança (des)esperança” já devidamente resumida em forma de meme: foi comprar pão… e morreu. E a proposito quem quer pão?

E pausa na programação para uma noticia urgente… Descobriram o Brasil!!! De novo. Ei toca as burguesias nativas e d´além a exercitarem toda o seu maravilhamento e indignação e perplexidade com o paraíso que sabe-se-lá quem fez de entreposto do inferno, e tocam a tocar as cornetas, e mandar suas Cia das índias, missionários, porque deus é pai!!! Pode fincar a cruz e a bandeira e mandar rezar a missa, porque a crise apertou (ou melhor literalmente esquentou) no temperado clima do velho mundo que de repente eles tem novamente uma missão sagrada e urgente no novo: salvar o Mundo e a civilização! Agora adivinha só qual mundo e qual civilização? E toca o barco para a conquista do paraíso. Vamos salvar o mundo.

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E salve-se quem puder.

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E ainda tem otário que repete o mantra: nesse Planeta estamos todos no mesmo barco. Opa, é Lógico, que estamos. ( Concorda, senão vai pra prancha).

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deadpool…

Mas isso, já é guerra de narrativas e desconstruções, e não de proposições sobretudo as das ações construtivas. Caem em debates que se voltam para o passado, se derrubam ou mantem estatuas de Generais Lee, Colombo, se guardam a múmias de Stalin, ou somem com os túmulos dos nazistas. O que sempre termina em batalhas campais como de Charlotesville. Não se deve nem manter a romantização e idolatria de uma passado, nem muito menos tentar apagar também esse outro passado de romantização e idolatria, mas manter também essa lembrança viva, exatamente como ela é, a memória não só do tempos do absurdo da monstruosidade como glória, mas do absurdo do culto a monstruosidade como tempos de celebração da memoria pervertida dessa perversidade. Não só não se deve apagar as marcas como não se deve jamais deixar que os idolatras retirem as marcas do seu culto para que uma nova geração devida e oportunamente desavisada pela velha não venha a compra gato por lebre, ou lixo tóxico reciclado como novidade. A lá bastardos inglórios? não justamente, ao contrário, porque quem toma e marca gente demarca territórios a faca e bala, e caso não se tenha percebido os mesmos lados mais ou menos explícitos, mais ou menos estatopaticos de uma mesma moeda, uma que caiu de joelhos e outra que prevaleceu. A disputa entre quem será o bandido e o mocinho, porque o feio, esse não disputa nada, esse cava, e nos intervalos assiste torce, corneteia, a qual será o fim da (tragi)comedia da sua própria (des)graça.

Il buono, Il brutto, Il cattivo (The Good, The Bad and The Ugly)

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sexymotherfuckers…

Enquanto isso seres vivos queimam mas muito antes de queimar no ambiente natural queimado, queimam no ambiente legal-ilegal criminoso que disputa a jurisdição sobre os direitos sobre sua vida e morte. E há quem ainda chame isso de pacto social ou estado de paz e justiça incluso internacional…. motherfuckers? Ná, childrenkillers…

Mas com licença e “legitimidade” para matar e deixar morrer.

Então, escolham bandidos e mocinhos, façam suas apostas… contra a vida. Façam suas apostas porque quem não aposta, também não leva o premio. Não é player. E quem não é player nesse jogo, querendo ou não é só corneteiro, é a próxima aposta. Então vai apostar em que tipo de estratégia a rápido ou lenta, perdão, de curto ou longo prazo?

Deadpool, motherfuckers, deadpool…

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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