2018, o ano que periga não acabar no Brasil

Era uma vez um pais…

Segue texto de Julho de 2016 mas que é mais atual ainda agora, ou melhor segue se tornando a atualidade e realidade que quem disser que não via ou estava cego, mentindo ou não queria ver.

O Brasil caminha para uma Revolução?

(…) creio que a esse “calmaria” popular perante esse mar de lama é só o prenuncio da tempestade. Não acredito que o atual grau de imobilismo do povo brasileiro deva ser confundido com nosso tradicional comodismo. Nosso atual momento me lembra mais o estado de catatonia que pode acometer uma pessoa que se vê obrigada a lidar com uma realidade insuportável que até então ele fazia renegar. Um estado que não raro antecede uma explosão de fúria, catalisado até pela menor das razões, e razão não faltam, bem maiores e claras que 20 centavos.

Mas esse é só uns dos ingredientes desta bomba caseira que estamos sentando em cima com gente achando até graça.

É preciso a combinação de outros “componentes” numa certa ordem para que esses eventos culminem numa revolução:

1. Pobreza e desigualdade extremas somadas a uma economia sem perspectivas.

Convivemos há séculos com pobrezas e desigualdades até maiores que as atuais, porém em momentos como o atual de agravamento de crises econômicas nacional e global sua percepção se torna ainda mais generalizada e insuportável.

A crise econômica continuada gera desesperança, mas depois de certo tempo vira desespero.

Primeiro já são os mais miseráveis que não tem como se sustentar. Depois são os vulneráveis que vão decaindo em pobreza sem sequer saber se virar. E assim vai até atingir caoticamente toda a sociedade. Não com todos ficando necessariamente mais pobres, mas paralisados pelo medo. de tragédias que até então compravam fácil como se fossem fatalidades sem nenhuma relação com suas causas. Ocorrências que vão desde acidentes ambientais, passando por crimes hediondos. até chegar a corrupção política e empresarial. Tudo isso começa a ser ligado mas essa compreensão já é fruto de segundo fator.

2. Acesso mais universal a novas tecnologias de comunicação e fontes de informação

Toda quebra de monopólio sobretudo de conhecimento gera mais desenvolvimento e riqueza, mas ao mesmo tempo também deixa o regimes políticos sobretudo os que carecem de intransparência para funcionar mais vulneráveis as revoltas populares. É assim que a cadeia de fatos complexos vai perdendo a fumaça acobertadora do acaso, e finalmente a sociedade começa a entender a relação entre as causas e consequências entrópicas da sua vida desgraçada: do coitado que morre morre em um assalto, passando pela criança que cresce na miséria, até chegar na política dos governantes e corporações que matam e roubam como “trabalham” — fazendo propaganda e sem botar a mão na massa.

A riqueza cresce com a descentralização tanto da informação quanto da produção, e na exata medida que o poder o econômico e político de forma inversamente proporcional decai. Isto porque o poder econômico não se reproduz sem pobreza, ou mais precisamente, não sem o subsidio do monopólio coercitivo e controle privador dos meios materiais e informacionais. Logo, toda quebra seja da privação material seja da informacional deixa o centro do sistema, que é geopolítico completamente vulnerável e exposto em sua contradição contraprodutiva e repressiva.

Daí a impressão que onde a liberdade da população cresce ou o que é a mesma coisa se diminui o grau de privação ou coerção revoltas populares surgem. Não necessariamente. Não é essa a relação. Até mesmo em sociedades de informação mais avançados governos autoritários tem técnicas e ferramentas para manter certa margem de manobra de massas. Ferramentes diferentes e margem cada vez menor de tal modo que a própria censura e repressão ou manipulação da informação podem inclusive vir a potencializar ainda mais as revoltas. Mas é inegável seus erros ainda são um fator determinante.

3.Aumento da incidência de erros e imbecilização do topo do poder que rompe o corporativismo.

Muita gente pensa ,eu mesmo acreditava, que bastava que os dois primeiros fatores somados fossem determinantes para que um sistema injusto, explodisse.

Não basta.

Os sistemas politico-econômicos podem persistir até extinguir todos ecosistemas sociais e naturais juntos. Até mesmo os mais monstruosos governos e governantes do Planeta podem (e irão) se perpetuar enquanto conseguirem manter não só um número suficiente de gente bem armada pronta para matar e prender, mas as outras pagando para sustentá-las.

Todo o sistema depende não apenas de uma farsa, mas da contabilidade que a sustenta. E não vai cair só porque ela se revelou corrupta e insustentável- como se já não soubéssemos . Ele vai cair porque a falta de disponibilidade de recursos naturais e humanos que até então parecia inesgotável vai se reduzir até a margem de erro de quem governa decair a zero.

E isso vai ocorrer não só porque o custo a resistência a dominação estatal baixou muito, mas porque o custo da manutenção da ineficiência estatal se tornou proibitivo.

Pode até ser que em na idade da pedra e outras quase tão primitivas quanto pilhar predar e parasitar era mais barato que produzir. E o patriarcado e e seus afilhados prevaleceram. Mas hoje não resta dúvidas ele não é uma relação de custo beneficio burra mas suicida. A história do mundo prova que a seleção natural natureza não faz entre pessoas boas e más. Mas quando o autoritarismo e a falta de solidariedade ultrapassa os níveis da desinteligência e se torna estupida, ou os insanos e seus projetos de poder caem ou eles levam todos com eles.

Estados e corporações finalmente enfrentam uma resistência que afeta seu custo-benefício. Essa resistência diminui não apenas a margem de manobras, mas a margem de erros daqueles que operam o sistema. E se tempos de bonança essa margem parecia infinita e portanto irrelevante a incapacidade daqueles que ocupam os governos agora, no momento de troca de estruturas, as crises é dos fatores determinantes: o derradeiro.

O fator derradeiro

Monopólios sempre foram absurdamente caros e ineficientes, mas isso pouco importava porque o custo da exploração recursos tanto naturais quanto humanos era ínfimo perto dos lucros. Agora não é mais. E não importa nem entrar no debate se esses recursos são ou não são artificialmente escassos, ou se estão ou não sendo predados até a extinção, o fato é que a humanidade parece não estar mais predisposta entregar de graça e sem resistência nem seu meio ambiente nem seu trabalho como se fossem escravos.

O estadismo pode parecer potencialmente eterno, mas tende na verdade inevitavelmente a falência. Não o importa que ele depende das falhas ou defecção dos membros da sua própria corporação e conflitos internos para gerar seu próprio fim. O corporatismo estatal e privado é altamente falível, não só porque é feito (graças a deus) de seres falíveis e contraditórios, mas porque tende a aumentar a ocorrência de falhas na medida que promove a cultura da prepotência ineficiência ao mesmo tempo que vai perdendo a capacidade de absorvê-la ou encobri-las enquanto as condições primitivas que mantém suas reservas de mercado ou território vão se desaparece.

Muita gente supõe que governos se sustentam com o apoio da maioria ou até mesmo com a radicalização de uma minoria de fanáticos. Nunca foi nem nunca será. Ele se sustenta, sim com o apoio de um minoria, e isso até mesmo sem nenhuma tolerância dos opositores desde que tenha na esmagadora maioria da população que apenas quer levar sua vida o beneficio da dúvida e omissão. O governo ou regime que diante de uma crise sistêmica, formada pela conjunção de problemas históricos, com uma crise financeira global alimentada por uma revolução industrial e informacional, acrescente erros estratégicos que agravam a situação se torna intolerável gera o ambiente revolucionário de revolta e conflito social engendra as condições da sua queda.

Mudanças de sistema e produção e informação não significam o fim da exploração ou a derrubada dos preconceitos e hegemonia supremacistas, mas necessariamente a migração deles para um novo sistema mais novo e inteligente onde eles poderão reproduzir sua exploração mas de forma menos primitivo e brutal se não quiserem desaparecer com suas máquinas ultrapassados. Aqueles governos, empresas ou regime que pelo contrario persistirem em seu velho sistema vão decair junto com sua aparato tecno-burocrático obsoleto de forma violenta ou não.

Esse momento derradeiro se caracteriza por uma cegueira e infantilidade e psicopatia aparentemente absurda dos governantes mas que na verdade é a mesma de sempre. Não foi eles que ficaram mais idiotas, eles já eram o que são, foi a sociedade que mudou.E mudou de tal modo que pode se dizer os papeis estão se invertendo. (…)

Mas voltemos aos ingredientes da bomba brasil. A revolução industrial portanto somada aos erros estatais gera esse momento ou ambiente que chamo de Pré-revolucionário. Ou mais precisamente o primeiro fator agravada pelo segundo entra virá uma bomba social pela inabilidade do terceiro de lidar com ambos. Este é o que chamo ambiente revolucionário que depende agora só de uma faísca para explodir.

O primeiro fator é obvio e gritante que está dado difícil é encontrar quem ainda negue isso, nem aqueles maquiadores governamentais mais dedicados ainda insistem nisto.

O segundo é uma hipótese razoavelmente aceita e tem uma literatura razoável e dissertada por gente que conhece muito mais do que eu sobre o tema.

Preciso então explicar que condição é essa que considero o inicio de um estado de conflito pré-revolucionário. E quem são essas autoridades.

O STF e o fim da Lava Jato

O fim da Lava-Jato não é o fim do mundo que se apregoa-se pelos velhos motivos moralistas, mas pragmaticamente pelo quê e sobretudo quem ela vai pegar se não for parada. Por isso se tornou a batalha central de uma guerra, onde todas as autoridades envolvidas foram sendo obrigados a dobrar as apostas até colocar todas suas tropas.

Por isso, se confirmada a tendencia do supremo tribunal judiciário de entrar e na guerra (e em guerra ) para acabar com a Lava-Jato, inclusive contra as instancias inferiores da Justiça e Policia. Isso não será uma guerra entre grandes e pequenos poderes que não interessa a sociedade. Isso será a convulsão do sistema nervoso hierárquico que poderá levar a morte esse monstro hobbesiano já debilitado.

Não se deixem levar por generalizações. É claro que isso não vai deixar de ser uma luta entre vaidosos de toga e policiais com complexo de Charles Bronson, mas não será, nem de longe, só isso, ou uma mera luta corporativa. Talvez até a forma mais correta de ver isso seja, seja inclusive a de uma luta entre aqueles que não se veem e não querem mais ser vistos assim. Uma luta entre velhos juízes no supremo e policiais no alto comando muito bem satisfeitos e confortáveis com seu falta de caráter e rabo bem preso e vendido e jovens que podem não ser idealistas, mas não se sentem nenhum orgulho se serem capatazes desses estado autoritário de apartheid social dado antes de tudo por está desigualdade de direitos civis e privilégios de autoridades.

Temos portanto uma nova geração de autoridades se negando a prestar ao papel desumano e criminoso de capatazes e feitories, verdadeiros capitães do mato e até mesmo pretos da casas de um estado reduzido e divido em mera casa grande e senzala.(…)

Pois é. Nada passar m pouco de privações juntos para irmanar as pessoas, nada como sofrer um pouco da sina do resto da população para unir as burguesia ao resto da população. Nada como governos tiranos e criminosos para formar e unir nações contra si. (…)

Fora os pelegos e os que estão nos esquema até o pescoço, parece que a maioria dos juízes e policiais não estão dispostos a obedecer ou defender os ladroes de sua pensão, carreiras contra os direitos mais fundamentais da população. Não duvido que ainda existam muitas “vacas fardadas” no poder, mas quantos não são os outros que não vão cumprir ordens criminosas, nem aceitar a legalização inconstitucional desses crimes?

Pergunto melhor, quanto já não sabem que serão queimados se isso acontecer?

Responda-me você? Juiz, policial, ou até militar. Faço um juízo errado de quem você é? Há ou não há uma nova geração até mesmo dentro do estado que não está mais disposta a ser cúmplices destes criminosos no poder?

Eu não sei, mas sinto que quem se recusa a tomar parte dos roubos desses tiranos não vai aceitar as ordens para atirar ou prender quem foi roubado. Não vai querer se tornar cúmplice do assassinato ou prisão de manifestação ou da população humilde revoltada com JUSTIÇA.

Posso estar sendo otimista demais quanto a natureza de todo ser humano por trás dos cargos e títulos, de todo ser humano reduzido a engrenagem no sistema, mas sinto a força da liberdade renascendo como consciência até mesmo naqueles em a livre vontade parecia morta. (…)

Não nego portanto o contraditório. Ao contrário neste caso até prefiro estar errado no que prevejo. Mas infelizmente ao que tudo indica o STF tem o rabo preso e se acha uma casta tão inimputável quanto a própria classe política. E se isso for verdade. Se eles vão mesmo se unir (se é que já não estão definitivamente presos) corporativamente aos que deveriam ser presos então a revolução popular e constitucional não é apenas um anseio utópico mas uma necessidade urgente para quem não quer nenhuma retrocesso ou intervenção até mesmo militar.

Apenas imaginem que nessa guerra agora dentro do próprio poder judiciário o STJ e STF comecem a ter não um ou outro membro denunciado, o que por si só já é gravíssimo, mas a grande maioria deles? O que seria do dia seguinte? Como se reorganizaria o Estado? Como se faria restauraria a democracia? Como se findaria como o foro privilegiado sem findar essa desigualdade de direitos e autoridades? Como se acabaria como acabar com a impunidade e o foro privilegiado sem a acabar com a desigualdade de autoridades?

Em outras palavras como se constituiria finalmente um estado de igualdade de direitos sem findar com essa falsa democracia e justiça que permite que mandatário do poder legislativo executivo façam leis em causa própria ou se defendam corporativamente o estado como um corpo novamente totalitário?

A justiça que precisamos, que passa pelo fim do foro privilegiado e outros prerrogativas de mando e poder autoritários , jamais se dará sem o fim da desigualdade de autoridade e isonomia plena de direitos civis. E nem um nem outro jamais serão possíveis sem nos livrarmos da atual classe política e refundarmos via democracia direta o estado de direito que a dignidade humana exige.

Um estado pré-revolucionário está posto. E esta é a minha proposta e concepção de revolução. Não sei se será sequer considerada. Acho que não, mas espero de todo o coração que senão ela outras soluções de paz comessem a ser pensadas. Espero de coração que tenha mais gente na sociedade livre pensando e articulando sobre isso. Porque do resto melhor se precaver pois ao que tudo indica podemos esperar o pior.- O Brasil caminha para uma Revolução?

E o dilema permanece e o desfecho continua caminhando exatamente para a mesma direção de 2 anos atrás: E caso assim se mantenham na insistência no erro. Nesse desprezo a dignidade e vontade popular degenerada nessa prepotência estúpida típica de quem acha “que quem não tem pão que coma brioche”, garanto que o tempo para corrigir o final dessa rota é bem menor que dois anos.

Na verdade, eles continua a fazer apostas de alto risco: manter Temer sob o risco de 2018 não terminar. Ou entregar a cabeça dele numa bandeja a população, e seguram sua agenda até as coisas se acalmarem. Se é com eleições de cartas marcadas que podem sequer ocorrer elas irão.

Parece no entanto que não a choque de realidade capaz de tirar o reino da fantasia de seu castelo… Pelo jeito é apenas o começo de algo maior que uma simples crise.

247 — O empresário Odilon Nogueira Junior, sócio de Pedro Parente, presidente da Petrobras, tem um contrato de R$ 11 milhões, sem licitação com a estatal. A denúncia foi feita pelo jornalista Filipe Coutinho na revista eletrônica Crusoé.

Segundo ele, Nogueira Junior firmou o contrato para prestar serviços de pesquisa e gestão em março de 2017. Cinco meses depois, ele passou a ser sócio de Pedro Parente.

O empresário é dono da Dana Tecnologias, cujo endereço é a casa dele. À época da assinatura do contrato da Dana com a Petrobras, Parente já presidida a estatal.

O mesmo repórter publicou na semana passada outra denúncia contra Parente, a de que o banco JP Morgan no Brasil recebeu pagamento no valor de R$ 2 bilhões da Petrobras. Segundo o jornalista, José Berenguer, que preside o banco no Brasil, é sócio de Parente. — detalhe: quando blog petista(247) já está reproduzindo notícia de site antilulista (o antagonista) é que a coisa já era muito…

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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