2017 o ano em que o mundo virou… resta saber o quê…

Se nas velhas guerras, Ditaduras ou Revoluções e Novas Democracias

Terminamos 2016 apenas com uma certeza, como está não fica. Não apenas Brasil, mas o mundo. A sensação comum é uma só: ou arrumamos as coisas ou elas vão explodir.

Ou cada país põe seu Estado no trilhos; ou cada sociedade dá um jeito nos seus governos e governantes, genocidas corruptos ou ambos; ou então vamos acabar enfrentando de qualquer jeito esses governos desgovernados, só que não os nossos… MAS UNS AOS OUTROS. E nesta hipótese quem sai ganhando são eles. Porque esta hipótese tem nome próprio e chama-se guerra.

As pessoas ainda estão perdidas nas vãs ideologias capitalistas e socialistas dos séculos passados que serviram tanto as ditaduras fascistas e comunistas genocidas. E principalmente para sustentar a velha ordem mundial/policial: como cada governo contra seu povo e todos juntos contra o mundo cosmopolita.

Pior, está decaindo para divisões entre os povos ainda mais primitivas, e antigos entre Ocidente e Oriente. Divisões explícitas de religião entre cristãos, Judeus e Muçulmanos. E divisões ainda mais profundas e ainda veladas ou pelo menos não completamente declaradas entre brancos e não-brancos.

Uma das melhores frases a cerca do nazismo não sei de quem era é a seguinte: o povo alemão foi a primeira vítima do nazismo.

De fato primeira vítima de qualquer regime é o povo. De qualquer Estado é sua sociedade, de qualquer governo é sua própria nação. Primeiro os carentes e marginalizados. Depois simplesmente todos. Nada menos que todos porque nada é suficiente. Nada é capaz de saciar esses monstros feito a imagem e semelhança da cobiça insaciável dos seus criadores. Os Estados nunca param de crescer e se expandir. Como reino e reis ele não conhecem freios, nem limites em si mesmo, não param se não forem parados. Não caem se não forem depostos. E não morrem, principalmente se forem mortos.

Diz-se que a divisão dos 3 poderes cria os freios mútuos necessários para frear esse monstro estatal. Ledo engano do filósofo, Montesquieu. Poderes divididos dentro de um mesmo corpo criam, órgãos e funções que equilibram o corpo, mas não dizem nada sobre o que eles devem ou não devem fazer do mundo.

Para o Brasil 2017 pode ser o ano em que o Estado derreteu de vez, justamente quando o Poder Judiciário implodiu. E isso não está nada longe de acontecer.

O problema institucional é com certeza um problema estrutural, de arquitetura do sistema. Um sistema desenhado para enganar, para levar os povos a crerem que os governos tem limites financeiros, militares, humanitários, quando não tem nenhum, senão a sua força perante a fraqueza da obediência e servilidade das populações. Uma fraude, mas não uma qualquer, a mais cara e perigosa da humanidade.

Contudo notem que o problema não é apenas estrutural, mas cultural. E o culto a força e o poder institucionalizados especialmente no Brasil é uma cultura de defesa da violência e corrupção, que simbioticamente se retroalimentam e acobertam reiteradamente, como o maior segredo de Estado.

É patético, mas verdadeiro. Quando, por exemplo, um “intelectual” defende seu político corrupto de estimação, ou vice-versa, ou até mesmo a própria corrupção do Estado como um mal menor, ele é claro que está passando o atestado da sua desonestidade e servilidade, mas isso não quer dizer que necessariamente o que ele diz não seja verdadeiro. Não que a corrupção seja um mal menor perante o bem que é o Estado. Não é isso: nem é um mal menor, nem o Estado o bem maior - aliás, esse tipo de raciocínio é falacioso em si, coisa pra trouxa e bandido. Mas a verdade é que o Estado e sua corrupção são inseparáveis. Ao menos esse Estado que conhecemos; que não pertence ao povo, mas sim aos verdadeiros donos de seus territórios como capital.

E quando o capital é dono de um Estado, ele não é desse ou daquele poder, mas dos 3 poderes. Com indivíduos comprados e vendidos em cada um deles operando de acordo com seus interesses.

Aliás, assim como os próprios políticos não podemos acusar ninguém mas suas sentenças já abrem caminho não apenas para a suspeita razoável que exigiria no mínimo investigação, mas sim a suspensão de suas atividades públicas enquanto tal investigação procede. No mínimo.

Porém a cultura uma vez estatizada inverte todos os valores sociais. Torna o anti-social, o injusto e até mesmo o naturalmente criminoso uma questão primeiro de segredo, depois de interesse e segurança nacional.

Mais patético ainda não é a defesa da corrupção, mas os ataques a quem não participa dessa cultura como se a honestidade fosse algo impossível, ou pior como se toda pessoa que prega honestidade fosse o hipócrita e não o contrário. Neste sentido eu me ofendo pessoalmente e mando eles educadamente tomarem no olho do cú, porque paguei e paguei muito caro, renunciei a muitas chances, deixei de fazer muitas coisas por mim e pelos outros, porque gente que compra e vende esse culto maldito está sentada em todas as portas cobrando esse pedágio. E ainda perseguindo e discriminando quem se recusa a participar da sua cultura bandida. Para não falar de coisas piores.

O cúmulo dessa inversão total de valores é a propaganda politico-criminosa que o combate a corrupção vai contra os interesses nacionais(???) Nacionais de quem, bandidão? Só se for de quem tá no esquema. É uma falacia tão perigosa e criminosa que se levada minimamente a sério levará o país literalmente a morte. Equivale a pedir para deixar uma pessoa vivendo com uma doença que irá matá-la por conta dos efeitos colaterais do remédio.

Na verdade a metáfora mais correta é a do sequestro e regaste de refém no qual você paga o resgate mas o sequestrador nunca liberta o refém e sempre pede mais. Pedir para não libertar um país refém dessa política refém é pior ainda do que a morte, é pedir para deixar seus filhos na mão desses sequestradores ladrões e estupradores convictos porque o risco de tentar libertá-los é muito grande. Pedir para pararem de derrubar esses políticos bandidos é o mesmo que pedir para continuar refém deles por medo de ter que lutar por sua liberdade. E isso não é só um dilema nacional.

http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/272583/Primeiro-ministro-de-Israel-%C3%A9-investigado-por-corrup%C3%A7%C3%A3o.htm

É impressionante como de todas as mentalidades servis,a estatizada ou mais precisamente conformada ao estadismo é a mais absolutista autoritária e pervertida mesmo quando, ou melhor especialmente quando jura ser o contrário: plural, liberal e virtuosa. Eles são o centro do mundo e a medida de tudo sempre; Quem não é corrupto como eles é taxado de moralista; quem é não aceita seu autoritarismo é então fascista(???), mas largar mão do poder o responder por seus atos, esse direito deles é maior que a vida de qualquer pessoa. O intelectual e governante estadista é assim: um relativista em relação aos direitos universais e um absolutista em relação aos (seus) privilégios jurídicos.

Direito fundamentais? Que eles se danem. Se for preciso para manter a “ordem e o progresso” todos os governos e países se tornam iguais e retornam aos seus Estados mais primitivos.

Será coincidência? Você é brasileiro meu velho. Você sabe que caos como esse não se improvisa.

Não mesmo. No começo deste ano estudei a correlação entre vários fatores de periculosidade dos Estados-Nações. Armamento, guerras etc… E uma das correlações mais importantes que encontrei entre estados perigosíssimos mas que não necessariamente estejam envolvidos direta ou indiretamente em conflitos deflagrados: é o aprisionamento ou marginalização da sua própria população, ou mais precisamente da população sobre os territórios governados- o que não é a mesma coisa, principalmente para eles.

A regra é : quanto mais um estado investe em combate ao crime, isto é na criminalização, marginalização privação e aprisionamento dos povos e populações mais carentes, mais corrupção e crimes ele esconde por trás dos seus interesses de segurança nacional.

E é claro que não funciona. Porque os indivíduos de maior periculosidade, de maior risco para a sociedade não estão lá. Mas controlando o sistema prisional, privacional e criminoso devidamente legalizado e estatizado.

É a lei Maluf. Ou da psicopatia política. Quanto mais criminoso é um político, mais ele tende a transferir sua perversão para “os outros”. E quando na qualidade de governador, presidente, esse criminoso faz do Estado sua máquina. E não o faz sozinho, porque entre seus pares há mais indivíduos tão o mais perigosos que eles em cargos de máxima autoridade.

As pessoas estão há um século fugindo dessa verdade inegável. E tomara que ela não caia na cabeça do mundo como uma Terceira Guerra Mundial: O estadismo é o germe do totalitarismo. Todo fascismo, todo comunismo, todo regime imperialista, ditatorial, anti-republicano, antidemocrático, toda persona autoritária e suas corporações anti-libertária estão presentes no estadismo. O estadismo é como senhor de escravo, o soldado e o marido ciumento. Ele sempre parece muito bom desde que você acate suas ordens e não ouse desobedecê-lo.

Como se sabe as pessoas não querem guerras nem revoluções, nem mesmos as justas. Preferem tolerar injustiças pagar a chantagem de mafiosos, governos, ou quem quer que seja apenas para poder continuar vivendo em paz. Isso permite que tais parasitas violentos das sociedades pacificas e solidarias sejam muito bem sucedidos em tempos de vacas gordas. Porém em tempo de vacas magras, o sistema de parasitagem quebra, ou pior se não quebra mata o hospedeiro: a sociedade.

E não estamos politica e economicamente no que se poderia mais chamar de tempos de vacas gordas.

2017 será o começo do fim dos velhos estados autoritários ou a confirmação do retorno deles para seus Estados autoritários e violentos mais primitivos? O começo de um novo século de uma nova era, ou a continuação até o derradeiro fim dessa tradição milenar do estadismo? Em outras palavras como o monopólio da violência encontrará seu final? Pacificamente com novas sociedades livres? poupando milhões de vidas em guerras e crises econômicas e crimes/desastres humanitários e ambientais ? Ou como sempre levando primeiro milhões de pessoas ao sacrifício e holocausto primeiro perante seu culto/cultura?

A resposta depende de quantos de nós despertarão ou não a tempo para tirar a humanidade desse estado de insanidade coletiva. Quebrar essas egregoras milenares. Não quero ser pessimista, mas aos 45 do segundo tempo e perdendo de goleada, a verdade meu amig@ é que estamos literalmente a espera de um milagre.

Digamos que essa noticia resume o que 2016 deixou de legado para 2017. Ou melhor nós deixamos para nós mesmos.

Isso me lembra uma piada que me contavam quando eu era criança…

DEZ HOMENS E UM CAMELO (ou se preferir como funciona a política…)

Logo recomendo objetivos para 2017 bastante humildes, uma horta e água potável, não são má ideia. Até porque você não vive na Alemanha e por aqui você só descobre que o camelo tá fudido quando ele cai morto. Isso é claro supondo que o burro de carga não seja você…

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.