2015 o ano do Canibalismo Político

Ou Dilma 2016: “Quem foi que desenhou caralhinhos voadores no banheiro do meu governo”

Parte I Abram alas para as novas gerações

Não podemos mais ser tão ingênuos. Todas essas corporações nacionais e internacionais que ganham com as crises (e claro, seus donos) não compram políticos corruptos: eles pagam para manter seus esquemas de privilégios estatais se possível como legais. E se para isso, precisam fabricar os inimigos; deixar que eles ataquem; ou até mesmo permitir que eles tomem o poder, que seja. Desde que não ameassem seu poder e cumpram seu papel, isto é, mantenham o povo com medo ou só a espera de um milagre qualquer político serve, até mesmo os piores canalhas e genocidas. Na verdade, quanto pior, melhor. Afinal princípios só atrapalham quem só pensa em meios e fins.Acordem. Se quem detém os poder precisar jogar toda uma população uns contra os outros, ou jogar uma nação inteira, uma contra outra, para mantê-los eles o farão.

Parte II Burguesia a lá francesa

É por isso que não importa o quão ruim ou criminosa a oposição acuse o governo; ou quão legitimado pelo povo ou perseguido por seus opositores um governo se julgue: nenhum político, governista nem oposicionista, jamais ousará clamar por um plebiscito que relegitime seu mandado; jamais devolverá nenhum poder de decisão ao povo. Não fará nada que possa reduzir seu poder ou condicionar a continuidade dos seus mandatos, nem mesmo sob o evidente risco da queda de um regime. Podem não ser todos Marias Antonietas, mas são definitivamente, cada um deles, um rei Sol. Então se o Rei morrer, longa vida ao povo.

Estadistas pode até concedem privilégios, mas para jamais terem que devolver direitos naturais.

No Brasil não temos a cultura de obediência a lei ou governo por um simples motivo: porque eles nunca pertenceram ao povo. Não é que não lutamos pela lei ou pela república, não lutamos por leis e governos que nunca foram nossos. Até porque quem luta, não luta por leis ou governos, mas por direito e justiça. Quem luta por justiça não clama por obediência cega, mas também não prega só a desobediência das leis e governos criminosos, mas propõe a instituição de novos conjuntos de leis e formas de governos democráticas capazes de colocar em pratica de fato a justiça e a liberdade.

Tem gente que acha que a revolução acontece quando se manda o povo comer brioche. Não. Acontece quando quem se manda quem acostumou a comer brioche, comer pão velho e duro que o diabo amassou. Como disse esse é um momento único: o governo ser odiado pelo povo não é raro, raro é o contrário, mas ser odiado pela burguesia junto com o povão este é prenuncio de queda não de governos, mas de regimes. Não é preciso nem nascer qualquer solidariedade entre classes opostas, basta que o inimigo comum continue a os unir marginalizando igualmente. Este é o verdadeiro mérito involuntário do ápice do petismo, o dilmismo: ele promove a sua igualdade enviesada, a igualdade de liberdade para todos, mas a igualdade de todos estarem obrigados a se submeter a tutela da sua mesma autoridade. Veja que como todo poder totalitário o dilmismo se volta contra si próprio, perseguindo e o ameaçando de expurgo como o próprio partido no passado fez com todos seus dissidentes internos todos que não comunguem da sua ideologia.

Será preciso instituir uma renda básica direta de cidadão para cidadão sem nenhuma condicionalidade ou atravessador especialmente para os que estão presos aos programas governamentais ou vulneráveis a cooptação politica, religiosa ou criminosa se quisermos termos um dia uma verdadeira sociedade livre, democrática e uma plena e consciente. Isto ou amargar o fato que mesmo preso, Lula será ainda para os pobres o quê qualquer Malufs da vida sempre foi em comparação a uma sociedade completamente paralisada: “o cara que rouba mas faz”[1]. Ou pior: verá a ascensão de populistas de extrema direita ou até mesmo fundamentalistas cristão a tomar o lugar do petismo traíra como os novos salvadores da pátria.

Parte III O Dilmismo e a vida como ela é

Parte IV Justiça cega para um povo mudo

Ao contrário do mito de Montesquieu os 3 poderes em sua divisão nunca estão em devida harmonia nem muito menos suficientemente separados. Sim, eles estão em permanente conflito e conchavos, e evidentemente sempre conspiram em favor de quem está no poder contra quem esta a margem deles. A única diferença atual é que junto a plebe (que por definição sempre esteve marginalizada pelo poder), está também agora a burguesia que não só está bem e mal acostumada a se beneficiar de governos e leis, como não está acostumada a ser tratada como gado.

O problema não está nos pobres que adoram seus patriarcas e matronas, mas os ricos que não tem a mínima ideia do que significa fraternidade, porque servem digamos deuses e signos bem mais materiais. O problema, portanto, não são os incultos, mas os aculturados que se julgam mais intelectuais sem ver que são mais fundamentalistas em suas ideologias materialistas que os mais pobres coitados em seus sonhos e ideais. Seus objetos de idolatria podem não ser nem tão paupáveis como um cruz ou dinheiro, mas eles também estão a espera do de um milagre: a escolarização como educação, o armamento como autoproteção. Um novo governo como liderança moral. Os doutrinados e escolarizados, deste a infância perdem a capacidade de perceber o quanto se agarram também a qualquer tábua de salvação, a salvador da pátria senão em pessoa ou instituições ou ideologias, por adorarem sobretudo a sua capacidade de racionalização dos seus ídolos e ideologias como se fosse razão. E seu culto só odeia uma coisa mais do que a razão: a fé na razão.

Sim, os conservadores tem razão, o Brasil está do jeito que está, porque é feito de vagabundos e preguiçosos, mas eles não estão entre o povo trabalhador, mas entre a nossa burguesia sem coragem politica nem a direita nem a esquerda para largar o saco do governos e as tetas do governantes e apoiar a sua própria causa como integrante do povo. Consciente da sua vanguarda, até pelo tempo livre que dispõe para lutar, mas não seus pretensos lideres ou tutores.

Não, não ponham a culpa no povo. Não estou falando do povo. As pessoas que não podem ler estes artigos porque trabalham o dia inteiro, ou não o entendem porque nunca tiveram a educação necessária não podem ser cobrados por sua inação. Não é deles que não brancos nem livres o suficientes ainda para ir as tribunas ou praças públicas pedir por sua abolição sem levar porrada ou sem ser aliciado por manifestantes pelegos-profissionais que devemos esperar a revolução.

Não senhores, o brasileiro não é vagabundos porque não gosta de trabalho, o brasileiro mesmo de graça trabalha como um escravo independente da classe social. Somos sim um povo de vagabundos preguiçosos políticos. E é por isso que mesmo sendo gigante, ainda não tivemos propriamente nossa declaração de independência popular. Somos um país de analfabetos e ignorantes, mas não dos conhecimentos pre-fábricados por ideologias e ideólogos, somos analfabetos de realidade política.

Ter esperanças é fundamental, mas depositar nossas esperanças em um ideal que não seja nossa Libertação é pedir para ser enganado.

O mundo não só é dirigido por uns poucos canalhas porque somos muitos os covardes.

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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